terça-feira, 30 de junho de 2009
POST IT aqui, porque se o pusesse na testa não conseguia ler.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
(dez/s)Vantagens de ser Sagitário
Nota: é possível que estes factos aconteçam também na vida de outros signos, que não sagitários,o problema é que aos sagitários acontecem com maior e relativa frequência.
Vesti-me à civil (leia-se deixei o fato de treino em casa) e fui à escola assinar a papelada de fim de ano necessária, antes de passar ao shopping, resultado:
- Entro na escola e perguntam-me na portaria se sou professora. Sim, sou. Caminho para a secretaria a pensar 1) se devia ter trazido as calças da Nike que ficaram em casa; 2) se tenho ar de quem vai matricular o filho que não levo comigo (e se levasse não teria certamente idade para aquela escola); 3) se tenho ar de quem vai tentar fazer o 9º ano pela 13ª vez. Sagitário tem tendência para ser encarado como criança grande.
- Entro na secretaria e digo ao que vou. “Claro professora, qual é o seu nome? E o grupo?”. Penso outra vez nas calças da Nike que ficaram em casa e que costumam ter o meu grupo (Ed. Física) e nome escarrapachado. Sagitário tem fama de camaleão.
- Saio da escola, ligam-me, da escola. Vantagem do telefone tratam-me logo por professora, pelo nome e… reunião de Ed. Física às 10h da manhã da próxima segunda. Merda, coseu-se o meu dia livre. Sagitário gosta do telemóvel porque pode alegremente responder “Sim, obrigado, lá estarei” e ao mesmo tempo fazer cara de enterro sem ter que se poupar na tromba.
- Ligo à minha orientadora, tal e tal, tal e tal reunião na próxima segunda às 15h. No dia que queria ir até à praia duas reuniões a… 150km de distância. Sagitário gosta MESMO do telemóvel porque pode alegremente responder “Sim, obrigado, lá estarei” e ao mesmo tempo fazer cara de enterro sem ter que se poupar na tromba.
- Orientadora, tal e tal… que estive a fazer a arguência de Mestrado na universidade do Porto a alguém que te conhece muito bem! Quem? Francisco não sei das quantas… tem um projecto assim e assim… hã? Ah! Sim, conheço, estive com ele uma vez fez-me a entrevista para um programa/projecto de actividade física em idosos. Sagitário que se preze é assim, inesquecível, até em entrevistas de emprego para o qual tinha toda a vontade, foi seleccionado e mais tarde recusa por causa do estropício do Doutoramento.
- Orientadora, tal e tal parte II, para o ano quero-te a 100% no Doutoramento, aqui, Ok? Caso contrário tenho outras prioridades. Sorrio e em pânico desvio a conversa dizendo que sim e que falamos pessoalmente. Cheira-me que se lhe dissesse já que tenho um pé em Angola já nem a reunião de 2ª existia. Sagitário é assim, gosta de resolver as coisas pessoalmente, olhos nos olhos… sobretudo quando se trata de possíveis finais de relação.
- Shopping para comprar o item X. “Não temos, mas temos o y, z, h, k”. Quero o X!!! Sagitário quando quer um X quer um X, não quer o resto do alfabeto por partes ou por inteiro. Raios!
- Passar à Fnac e pela milésima vez tentar encontrar o Molesquine de linhas em capa dura preta. Nada. Ou levo em soft cover ou vermelho. Sagitário quando quer um X quer um X, e cria embirração contra as alternativas. No processo de embirração deixo cair um moleskine no chão. Vou apanha-lo e… levo com 6 ou 7 na cabeça porque o resto daquela prateleira decidiu ser solidário… lindo! Mais bonito só mesmo o facto de ter sido com vista privilegiada para a escada rolante e ter feito as delícias de quem vinha a subir. Sagitário estará sempre no centro de algum acidente público e PARVO.
- Desespero, gastar dinheiro para desanuviar. Quatro pisos, cinquenta mil lojas e Zero coisas decentes. Sagitário fica sempre frustrado quando a sua vontade é contrariada, mesmo que ela signifique poupança na conta.
- Frustrada e com vários galos na cabeça passo à Sephora a apanhar o perfume que acabou ontem. Promoções, boa! A promoção apanha a Armani, Boa, Boa! O meu não está em promoção, merda! Está mais caro 5€, foda-se! Sagitário tem dias assim, de sorte.
domingo, 28 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
À tua sombra ausente.
Hoje foi um dia importante para mim. Busquei-te em todos os cantos. Olhei em volta, vez após vez, até ser vencida pela náusea.
Não estás.
Hoje desfazia-me num abraço teu.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Pequenos n.a.d.a.s
quinta-feira, 12 de Março de 09
Esplanada à beira mar plantada
Meu amor,
escrevo-te porque percebi que a ultima vez que o fiz não foi para dizer coisas boas. E tu não mereces senão palavras boas.
Escrevo-te porque tenho saudades de escrever e tu tens saudades que te escrevam. Escrevo para te desejar um Bom dia. Mas não um bom dia qualquer. Não. É mais, meu amor. É mais. Escrevo-te para te desejar um dia perfeito. Sim, p.e.r.f.e.i.t.o Um dia daqueles dias onde o segundo se transforma e tudo se processa dentro de uma câmara lenta. Onde as emoções perdem o filtro e ganham o tamanho dos sítios. Onde se ri, sorri e grita o amor das coisas. A parte humana de todos. A parte humana do tempo.
Escrevo-te por um pequeno nada. Porque o sol me aquece o rosto nesta manhã de praia. E coisas simples com o sol a bater na cara e o carinho dos amigos passam a valer muito. Assim foi. São Leonardo. Ultimo moicano. Cornetos. Tarde de domingo em família em esplanada a falar de nada. Assim é. Assim são, pequenos nadas. Coisas simples que com o sol a bater na cara e o carinho dos amigos passam a valer muito. E que servem para lembrar à alma e ao corpo que vale a pena.
…- Como um gato, deixo-me ficar imóvel e confortável, enquanto cada célula acorda para receber este pequeno conforto. Deixo-me ficar mais um minuto. Sentada em frente ao mar reaprendendo a respirar o mundo e o silêncio.- …
Escrevo para dizer que o mundo, esse que vês daí amor, está hoje, inteirinho à tua espera. Impaciente para lhe ensines a sorrir assim como só tu sabes, a brilhar como só tu consegues. Hoje podia ter saudades tuas, sentir a tua falta aqui ou ficar com pena de não poder compartilhar esta vista, este sol, este mar… mas não. Hoje percebi que já trago a meu lado, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo no meu coração uma pequenina parte de ti.
E por isso escrevi tudo isto para dizer no fundo o que já sabes: que gosto de ti. Não é de agora. Eu gosto de ti desde sempre. Porque já não me lembro de não gostar de ti.
Ps: Porque a previsibilidade é de facto coisa (boa) de gente amiga e a amizade é coisa de gente… rara. Escrevo-te porque a imprevisibilidade também.
Com todo o carinho
terça-feira, 23 de junho de 2009
Sabemos como vai ser o dia...

segunda-feira, 22 de junho de 2009
(Já) Não mereces mais que um parágrafo.
sábado, 20 de junho de 2009
Um Cão, um Gato and a swimming pool

Hoje, estive a trabalhar 11 horas. E para aguentar esta dose, nada melhor que trabalhar com amigos a sério. Daqueles que trabalham, ouvem a critica, ignoram o teu humor ou tom de voz e resolvem (de forma irrepreensivel) a situação. Gente que não só entra nas tuas brincadeiras idiotas como são os primeiros a aprontar.
Perdi a conta às vezes que fui parar hoje, à agua, vestida e de chinelos. E não faço qualquer ideia quantas vezes atirei ou planeei atirar os mesmos seres à piscina. Sei, que os sorrisos foram enormes, foram imensos. Há pessoas que são cor, que são sorrisos.
Amigos assim, valem ouro. Amigos assim, onde muita gente não vale nada, valem tudo.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Ser estranho

Lima, Tequila, Sal e Doutoramento
terça-feira, 16 de junho de 2009
o Quase e As 7 bolas de Cristal
domingo, 14 de junho de 2009
Um gato, um cão e outros seres humanos.

sábado, 13 de junho de 2009
No, Mr Obama (today), I can’t
Hoje é-me impossível escrever. Se o fizesse teria de falar de um olhar que ainda não conheço. Teria de falar de um ser que amo e que ainda não nasceu, nem sabemos se já existe.
Teria de explicar o meu sorriso rasgado à ideia de ser Madrinha do ser mais lindo do mundo e como virou sorriso triste ao perceber que se estiver em Angola perderei grande parte do que me é suposto. Como madrinha, sobretudo como amiga. Hoje se escrevesse teria de falar sobre isso porque não consigo pensar em mais nada. E porque ainda não conheço palavras que consigam dizer isto, tudo isto ou parte disto, hoje não escrevo. Porque a escrever jamais lhe poderia chamar "isto".
Mas...
se soubesse escrever sobre este turbilhão de emoções, terminaria dizendo que mesmo sem a certeza de existires, te amo. Para que um dia, saibas que não foi à primeira vista, foi à primeira hipótese, ainda que remota, (de existires) que te comecei a amar.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Lisbon Story
No Ipod a melodia suave de Sigur Rós acompanha, a compasso, o inicio de marcha do Intercidades. Ainda em Lisboa, divido a atenção entre a janela e as ultimas páginas livres do Moleskine, enquanto deixo escorrer a tinta azul da eterna Parker, para o caderninho preto.
No horizonte (rendo-me) surgem as palmeiras do Siza sob um sol dourado delicioso e com uma luz perfeita. Sorrio. Perfeita, é exactamente a palavra para esta luz… para esta tarde. Não é exuberante, transcendente, sublime, brutal, outro sinónimo ou todos juntos. Não. Perfeita, porque a perfeição é simples, livre, sem expectativas, sem julgamentos, sem sombras.
Que lugar fantástico este que se pinta a dourado na minha janela. Cada lugar que guardamos na memória, tem uma cor, um cheiro e uma luz que os distingue dos outros, que os torna únicos. Há dias divagava com uma amiga sobre como há sítios assim e pessoas que acabam por se transformar em lugares favoritos.
Hoje encontrei alguém que me lembra um lugar que julgava único. Hoje encontrei alguém que me lembra Praga. Praga é única porque não tem uma cor, tem várias e é belíssima mesmo em tons de cinza-chuva. Praga não tem um cheiro, tem todos, cheira a cidade, a passado, a Europa, a leste, a presente, a sol, a infância, a lugar secreto, a abrigo, a palco, a futuro. Praga não tem um sabor, tem os melhores sabores de todo o mundo… daqueles que guardamos na memória, sentidos e saudade durante anos.
Praga fica em nós. Não se entranha porque, embora existam aqueles que a consideram desarrumada, inacabada ou produto em bruto, Praga é dos sítios mais delicados que conheço. Praga fica em nós sim, mas por osmose, num processo tão imperceptível quanto natural.
Mas Praga não é fácil e jamais será possível conhece-la por inteiro. Praga é por isso um desafio, exige que o passaporte apresente diversos carimbos para que a possamos viver, conhecer e desfrutar. Obriga-nos a fazer uma janelinha com os polegares e indicadores e analisar calmamente bocadinho a bocadinho, como se de um puzzle se tratasse. E Praga é precisamente isso, um puzzle feito de bocadinhos perfeitos e lindíssimos e outros estranhos e confusos. Unidas, as peças formam sentido num todo magnífico que tem ainda a magia de apresentar diferentes faces em diferentes ângulos a diferentes luzes ou mãos.
Praga não tem os marcos de Paris, a arquitectura de Barcelona, a bipolaridade de Budapeste, a cultura de Viena, a organização de Copenhaga, os sonhos de Londres e da sua Neverland onde seremos para sempre crianças ou o 24/7 Non Stop de Nova York. Praga não tem nada disto porque Praga não tem rótulo. Praga não tem nada disto porque Praga tem tudo isto, dependendo apenas da hora, da luz, do ângulo, da janelinha que naquele momento analisamos. Praga é dona de um brilho impar que nos aquece o corpo, faz cócegas na alma e deixa sorriso no rosto.
PS & Head fake: o título não engana, aos mais distraídos avisa-se que este texto não é sobre Praga, e sim Lisboa. Lisboa na língua da cidade dos snow globes, pintada com uma luz imensa e brilho contagiante. Lisboa ao som, cor e espírito (islandês) de Hoppipolla (em português Salta-Pocinhas).
quarta-feira, 10 de junho de 2009
The Best of... me!
Reconheço-me desde sempre neste verso apresentado pela voz do senhor Eddie Vedder em Guaranteed. E hoje, só porque sou professora, só porque sou eu e tenho saudades de uma sala de professores que não se pareça com trincheiras repletas de malta mal-disposta e deprimida... aqui fica.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Cão vs Gato
É impressionante como os sagitários aparentemente nunca reagem ao que deviam reagir e da forma bruta que o deviam fazer. Quando maltratados, sagitários ficam de tal forma surpreendidos e magoados que paralisam. Transformam-se, deixam de ser um signo gato e adoptam um signo cão. Permanecem, perplexos, atónitos e coniventes enquanto o dono lhes bate ou castiga por algo que fizeram errado, só porque não sabiam melhor. Ignoram a negligência do outro e assumem e sentem a culpa de tudo. Em formato cão, um sagitário pode ser levado a acreditar que é a razão de todas as coisas erradas do mundo…
Mas chega sempre o dia em que o sagitário percebe o absurdo em que, por tão bem-querer, se enfiou. É aqui que entram os pormenores que falava a Jade ontem, conjuntamente com os eternos rótulos de excessividade, desequilíbrio e até ressabismo. E reage, finalmente.
E eu ontem reagi. Decidi seguir em frente e adoptar uma postura de mudança em relação a ti, e a ti também. Doze horas. Demoraste doze míseras horas a reagir, a fazer muito mais que o conjunto dos últimos meses. Parabéns a ti. Porque em vez de um sorriso me trazes remorsos e novelo de confusões de novo. Hoje vou sair de novo à rua com o olhar de um cachorro abandonado, que fez asneira e merece o castigo. Não mereço.
domingo, 7 de junho de 2009
Menos que ontem é quanto gosto. Mais que ontem é quanto doí.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Provérbio tibetano
Elephant in the room
Passei o dia (supostamente) livre (sim, livre, que ninguém me paga para não me mexer, infelizmente, diga-se) no meio de papelada e com o computador na frente a tratar da avaliação dos miúdos. Foram horas. Não fiquei nem a meio. O Doutoramento esse, teve o nobre gesto de se manter quieto no fundo da pilha de papéis, nem se atreveu a por a língua de fora. Que atencioso que ele anda, deve estar a preparar alguma… Só parei para ir à reunião no colégio marcada para a hora de jantar. A vontade e as expectativas tão eram tão reduzidas que apesar de não saber o que fui lá fazer afinal, saí com a sensação de que correu bem.
Jantar inesperado no Italiano… e desafio de um convite para café. Sagitário que se preze nunca foge a desafios e tem como nome do meio "vamos". Bem, fomos.
Dois Touros e um Sagitário. Ambiente agradável, espirituoso e erudito-ó-parvo, até que alguém se lembra de assinalar a presença de um elefante. O elefante chegou comigo. Mas... vais mesmo para África? Porquê? Tens noção? Porquê?
São quase 4h da manhã e tive uma das conversas da minha vida esta noite. Sei-o. Só não sei responder às perguntas sobre o elefante. A nenhuma delas.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
É mais do que eu te sei dizer
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Amigo é Casa
terça-feira, 2 de junho de 2009
Com um brilhozinho nos olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.