segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Na saúde e da doença prometo ser "crazy" por toda a minha vida.

Embora tenha o óptimo exemplo dos meus pais, a verdade é que estou muito mais para o género de casamento (ou ausência dele) aos modos da Anatomia de Grey.

Não, não! Desenganem-se que não me vejo de todo a casar como a izzie! O problema não chega a ser o facto dela, a Izzie, morrer logo a seguir. Não, simplesmente, nunca tive um casamento de sonho ou sonho de casamento... Seria sim, à semelhança da Meredith, o género de pessoa que trocaria votos em post-its e voltaria ao trabalho. Isso sim seria eu. Mas depois de hoje confesso, se me casasse adoraria que fosse assim. Que o dia fosse de facto a festa, a celebração do casamento e da amizade... porque caramba! Amigos dispostos a estas figuras devem ser amigos dispostos a tudo.

Felicidade. E era isso o que eu queria. Fosse na pobreza ou na riqueza. A ALEGRIA na tristeza, na saúde e na doença. Todos os dias da minha vida.

sábado, 29 de agosto de 2009

Ser do Signo da Seta, da Mochila e dos sorrisos de criança

Os sagitários gostam de se gabar de não ter medo. Vivem em bicos de pés, ansiosos por partir. Ansiosos por explorar terras desconhecidas, por absorver novas experiencias. Mas a verdade é que, por trás do sorriso traquina, estão muitas vezes aterrorizados.

Talvez o assombro funcione como adrenalina, faça parte da atracção. Algumas pessoas vêem filmes de terror, outras praticam desportos de Aventura. Nós os sagitários, colocamos sonhos e ideais no estandarte e fazemos apostas com o destino. Colocando um sorriso trocista se vitória e a mochila às costas se for a obrigação da derrota. E no fim do dia, não é isso que preferimos contar? Digo, se tivermos uma bebida, um amigo e 45 minutos, não é isso que preferimos contar? Toda gente sabe que sagitário que se preze vive com a vida na mochila, que viagens calmas resultam em histórias sem interesse. Mas uma Aventura. Uma pequena calamidade... disso vale a pena falar.

*post descaradamente inspirado num qualquer episodio da 5ª temporada de Greys Anatomy

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

"Enjoy it - it's your last chance anyhow."

Passei os últimos dois anos entre bíblias e artigos científicos. Abstracts e resumos. Teses de mestrado e Doutoramento. Estatuto da carreira e decretos, dezenas de decretos. Li o suficiente para sentir a cabeça disposta a explodir e passar de cinco para dois jornais diários. Mas livros que são livros contavam-se pelos dedos.

Li mais nestas férias que no conjunto dos últimos 12 meses. E dos tempos de Harry Potter (é verdade) que um livro não era devorado em 24h. Agora só me faltam outros tantos que pacientemente esperam na estante pela assinatura e data de leitura.

sábado, 22 de agosto de 2009

Quer ser professor? "Regresse à casa de partida"

Estou de tal forma magoada com a minha profissão que passei a noite entre a insónia e o pesadelo. Na cabeça milhares de imagens e algumas decisões de um passado que desenharia provavelmente de diferente história; tivesse eu a frieza e maturidade necessária e que ainda recuso em alternativa à ingenuidade e prazer de um "sonho".


Ano após ano, escalo o penúltimo degrau para descobrir que durante a subida foram construídos mais alguns. Estou zangada por mudarem constantemente as regras do jogo... Sem qualquer coerência ou método, só porque sim.


A sensação de frustração é a mesma de quando somos miúdos e em jogo de tabuleiro vamos lançando os dados, cumprindo alternando o risco com a segurança e deixando toda a concorrência para trás. Estamos perto do Final com todo o avanço necessário e na ultima jogada caímos na casa que diz "Regresse à casa 24" ou pior "Volte ao Inicio". E voltamos… sabendo que já não vamos ficar em primeiro e lutando para não ficar em ultimo.


Estou cansada e dizem-me que não tenho idade para estar. Não me dizem que não tenho motivos, dizem-me que não tenho idade. A outros dizem que não têm filhos, casamento ou dívidas… A lógica da batata.


É contra a lógica, a da batata e a outra, que depois do dia de ontem decidi concorrer a sério para investigadora. Depois de lutar durante três anos contra o facto, de ter acumulado das piores discussões, de ter feito estragos em amizades e ter perdido bastante dinheiro. Vou finalmente fazer o que devia ser o mais difícil mas, por alguma razão que jamais percebi, é o que me quer e persegue. E é também o mais fácil.

Contra mim, por mim, contra o meu orgulho e graças ao meu orgulho vou por o título de professora a um canto e vou buscar o outro. Porque é verdade que trabalhar na universidade e ser credenciada pela Fundação da Ciência e Tecnologia continua a dizer-me muito pouco, mas ser professora sem escola, sem alunos, não me diz nada. E dói demais.

E sim, sei que ainda não tenho idade para isto. Mas também já não devia ter para jogos de tabuleiro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Absolute Gravity

Ser feliz...

Rodar a chave e deixar o carro na garagem 700 km depois, atirar com os sacos para o meio do quarto e ceder com um sorriso à força da gravidade. Enquanto o corpo se projecta inanimado em direcção da cama.. disparam os flashes destes dias. Aterro já de olhos fechados. Sou Feliz. Aquele sítio mostra sempre o melhor de mim. Sou Feliz. E a sensação de cair na nossa cama, ah! Até amanhã.

sábado, 15 de agosto de 2009

Post agendado


Quando este post entrar, farão dias que o portátil está arrumado a um canto em descanso. O modem desligado pela primeira vez em semanas. E eu a muitos kilometros de distância debaixo de um céu estrelado. O Ipod vai carregado. Deolinda, Mayra Andrade, Sigur Rós, Jason Mraz, Colbie Caillait, Gabriella Cilmi, Xutos, ABBA, Disney, Killers, Jazz, Pop, Rock, Chill, Classical… etc. Tudo ordenadinho por CD e género. No saco os três livros passaram para dois. A ver se me obrigo a acabar o Hesse.


Não há descrição possível do sítio para onde vou. Torga escreveu sobre o Reino do Maravilhoso, este é um reino dentro do reino. O local ideal para assistir às Perseidas. Contemplar o céu nocturno a aceder-se e a ficar todo riscadinho… de tantas estrelas cadentes.

Este ano ao contrário de outros, vou por obrigação. Mas este sitio até nisso é mágico, a ser obrigada a alguma coisa que seja ir passar uns dias aqui. Onde o tempo pára. O horizonte segue para lá da vista. As nuvens são de algodão. E o céu fica à curta distância de um salto.


Quando voltar venho com a decisão sobre o Doutoramento. Se adio-sem-saber-se-algum-dia-volto-a-pegar-em-tal-dor-de-cabeça-que-é-como-quem-diz-se-desisto. Se continuo a dar aulas e sacrificar todos os minutos livres para escrever e ler sobre a tese. Se deixo de dar aulas e assumo o posto de investigadora. Uma das três terá de ser, que me mata esta indefinição…

Mas agora… à hora que entra este post é isto. É nada. O prazer do nada. O prazer da imensidão de um mundo na frente. O prazer de ser uma formiga. Ou melhor, uma cigarra, que é verão.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Siddhartha

Estou a tentar ler Herman Hesse. O verbo é esse mesmo tentar. Siddhartha não está nada fácil não.

Não sei se o facto de vir com os olhos frescos de John Steibeck, Tereza Guerra, Haruki Murakami e Nicholas Sparks ajuda ou atrapalha. Tudo bem que o senhor é nobel, mas está a ser tão complicado o arranque que não sei de quem é a culpa. Não está fácil, não está mesmo.


Está ao ponto em que jogar Mahjong de olhos fechados parece ocupação mais simples.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Liberdade

de Pessoa,
por Solnado,

um dos meus poemas perferidos.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Paixão

Em conversa de cerejal, ouvia hoje alguém falar sobre paixões. Não era esse o termo, paixão, que usávamos. Na verdade nem sei se chegamos a usar algum rótulo. Não gosto muito de rótulos, etiquetas, o que seja. Não gosto de palavras que limitam. Que constroem quatro paredes à volta de ideais, sentimentos, de pessoas… Adiante, falávamos de traços de personalidade, atitudes, ideais… Cair e levantar. Ser pisado nos calos e falar, gritar ou calar.


É certo que sempre sou (ou assim acredito) a pessoa calma e ponderada. Aquela que indica o melhor caminho e explica o porquê. Que aponta os prós e os contras de seguirmos o que realmente temos de fazer por vezes em oposição ao tom de como o queríamos fazer. Sempre o sou, mas com os outros.


Comigo permito-me o meu maior luxo. Poucas foram as palavras que por amor, ódio, gratidão ou orgulho ficaram por dizer. Nenhumas as batalhas que ficaram por lutar. Sempre segui para a batalha em campo aberto ou ingenuamente em emboscada. Fosse com armas ou em mãos nuas. Lutar ou morrer. Mas sempre de coração cheio. É este o meu maior luxo, o de fazer tudo por inteiro, com uma paixão imensa.


Com o tempo, que é diferente da idade, e com as feridas, já não abrimos tanto o peito às balas. Já não saímos de mãos nuas. E dificilmente caímos em emboscadas (sem ter plano de recurso). Mas será sempre um bom sinal se continuarmos a sofrer de idealismo, quimera, generosidade, humildade, altruísmo, se continuarmos a sofrer paixões intensas. Mesmo que isso diminua os convites e conta bancária e aumente os sorrisos amarelos. Porque há as coisas só fazem sentido por inteiro e nunca por metade. E quem somos e a luta por tudo aquilo que defendemos, conquistamos e amamos são algumas delas. Queira eu. Possa eu.

domingo, 9 de agosto de 2009

Pó caralhinho, é para onde se mandam os amigos.


Há pessoas a quem gostamos de ligar nos dias maus. Gente que sabe apanhar o nosso ego do pântano. Coloca-lo em terra firme e por vezes fazê-lo voar (de novo). Às vezes só com palavras e silêncios.

Existem silêncios maravilhosos. Cúmplices, carinhosos, de olhar brilhante. E ainda aqueles em que o lado de lá nos ouve metralhar as maiores atrocidades sobre o mundo, sobre a vida, sobre nós, sobre quem nos rodeia… sempre em silêncio atento. Gente que ouve sem nada dizer. Que espera o momento em que esgotamos as balas e as forças. Que espera o momento em que perguntamos “e tu, o que achas?”. E aí nos respondem com uma frase, o que 5 minutos antes não compreenderíamos com o maior e mais eloquente dos discursos. Estás a ser palerma. 

Há quem não tenha esta paciência amiga e escute apenas o suficiente. Para nos mandar calar. Chamar à terra. Dizer de sua justiça e opinião. E com ou sem sorrisos dizer que somos parvos.
Não há grande diferença entre ser parvo ou ser palerma. Mas toda gente sabe que palerma é coisa de amigo. Quando um amigo nos chama de palerma continua a dizer que somos especiais. Somos é também totós. Quando alguém nos chama de parvo não diz de todo que somos especiais. Diz sim que naquele momento somos tudo menos especiais. Estamos a ser idiotas. E... idiotas irracionais já nós somos por natureza.
Existem pessoas assim, as que falam, as que calam. E as que vão alternando. Não sei se uns são melhores que outros. Porque há coisas que doem se ditas e outram que matam se silenciadas. Mas se há coisa que não se pode fazer com os silêncios é de metralhadora. Um dos grandes problemas são as palavras ou frases disparadas a quente. Palavras que atingem o outro como dezenas de lâminas. Uma a uma de forma cirúrgica onde estamos mais desprotegidos ou fragilizados. Balas, frases que não merecíamos e muito menos esperávamos ouvir da boca de alguém que nos costumava fazer o ego voar. E que, se mais nada for, nos deve. Respeito.
Podemos perceber que o outro ficou arrependido no mês ou segundo seguinte, pouco importa. Além da cicatriz, fica por cada palavra, colocada uma mina no espaço mágico que existe entre o Eu e o Tu, e que forma o Nós.
Acredito que por vezes, na esperança de pedir um pouco de atenção a quem vive lá no alto da janelinha, se atire em erro, uma ou outra pedra mais pesada julgando ser gravilha. Mas também sei que há pessoas que constroem exércitos (de frases) de destruição massiva. Não querem atenção, carinho, amizade ou amor… querem simplesmente destruir o outro que se encontra ali tão perto, ali ao lado. E destrui-lo da pior forma. Gente assim reles não deixa simplesmente cair um menir em cima da cabeça do outro. Não. Gente assim atira de soslaio um dardo atordoante e com uma metralhadora crava-nos de pontas. Uma a uma. Nunca em sítios fatais. Sempre em órgãos vitais do nosso ser, do nosso eu, dos nossos sonhos, formação, valores e amores...
Dizia eu lá em cima que a diferença entre ser parvo e ser palerma é pequenina. É a intenção. E é a intenção das pessoas, das palavras, dos silêncios e dos gestos que uma mulher jamais esquece. E por vezes jamais perdoa.
É por estas que pode até mandar-se um amigo à merda, mas nunca se manda um amigo foder. E jamais se deixa alguém que gosta de nós em standby indefinido. Por via das dúvidas manda-se para o caralhinho, que toda gente sabe que essa não tem intenção nenhuma e permite os 5 minutos e metros de espaço necessários para o outro pedir desculpa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sometimes, when the words make no sense...

é exatamente isto que dizem me o tico e o teco.




sábado, 1 de agosto de 2009

I gotta feeling that tonight’s gonna be a good night

Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Lets get get OFF


Monday, Tuesday, Wednesday and Thursday
Friday, Saturday,
Saturday to Sunday

at last, Férias...