sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
All Star é que não...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
The Fun Theory
É exactamente assim que funcionam as minhas aulas de educação física. Não todas claro, que milagres não faço. E correr com os alunos às costas também não. Mas naquelas turmas de alunos a sério e nas outras que se deixam contagiar... é assim: Be fun, make it Fun!
mais em thefuntheory.com
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço e serás mais espero que eu.
Há uns meses o meu irmão perguntou-me o que achava eu de ele tirar uma pos-graduação. De Sagitário para Sagitário fui muito clara e concisa: Não sejas idiota. Vais pendura-la na parede? Queres que o gestor de conta te ligue a tratar por um outro título que não “Senhor” ou“Doutor”? Queres isso para quê, se não te dá progressão na carreira e de todo que não vais seguir o meio académico? Pega no dinheiro e vai fazer o que fazes de melhor, viajar.
É domingo à tarde. O meu irmão está no México a visitar mais uma das 7 maravilhas do mundo. Eu, estou em casa, sem sair há dois dias e a trabalhar no artigo. Idiota. (eu claro)

É domingo à tarde. O meu irmão está no México a visitar mais uma das 7 maravilhas do mundo. Eu, estou em casa, sem sair há dois dias e a trabalhar no artigo. Idiota. (eu claro)

ps: Impera uma correcção, já são 3 da manhã, já nem domingo é e eu ainda aqui de olhos cansados e cérebro moído.
Wanted: United Colors of Benetton
Vinicius escreveu a dizer que precisava de um amigo, ele e o mundo. Hoje foi um dos dias que mais senti a ausência dos que são os meus… e que ficaram nos sítios onde os conheci há muitos kilometros e alguns anos atrás.
Os amigos tornam as coisas reais. Uma má noticia não é real, até ser pronunciada em voz alta. Uma boa noticia é real, mas não é feliz, até ser partilhada com um abraço, um jantar ou um sorriso mesmo que ao telefone.
É verdade que a escola é a mesma e alguns alunos também... mas este é o primeiro ano em que não trabalho com amigos. Tenho colegas e sou colega. ponto. Vejo-os a entrar na escola, são educados, inteligentes, cultos... mas cinzentos. Falam do que leram e ouviram, mas não falam do que pensam. São politicamente correctos. Correctissimos, porque me fazem corar só por pensar em algumas piadas que em outros anos estariam já boca fora.... São responsáveis e profissionais. Mas como autómatos, vazios. Que saudades tenho de quem procrastinava comigo em tarde de esplanada e/ou sessões de cinema à semana para... depois me acompanhar noite a dentro, fim-de-semana à fora a repor o trabalho em atraso com gozo e criatividade.
Hoje escrevo, precisa-se de cor. Porque o mundo e a vida andam cinzentos. Demasiado cinzentos. E os meus amigos costumavam ser isso, tornar-me nisso, Cor. E agora vou só ali dar a má noticia… porque, afinal de contas, é real.
ps: Mom and Friends
Os amigos tornam as coisas reais. Uma má noticia não é real, até ser pronunciada em voz alta. Uma boa noticia é real, mas não é feliz, até ser partilhada com um abraço, um jantar ou um sorriso mesmo que ao telefone.
É verdade que a escola é a mesma e alguns alunos também... mas este é o primeiro ano em que não trabalho com amigos. Tenho colegas e sou colega. ponto. Vejo-os a entrar na escola, são educados, inteligentes, cultos... mas cinzentos. Falam do que leram e ouviram, mas não falam do que pensam. São politicamente correctos. Correctissimos, porque me fazem corar só por pensar em algumas piadas que em outros anos estariam já boca fora.... São responsáveis e profissionais. Mas como autómatos, vazios. Que saudades tenho de quem procrastinava comigo em tarde de esplanada e/ou sessões de cinema à semana para... depois me acompanhar noite a dentro, fim-de-semana à fora a repor o trabalho em atraso com gozo e criatividade.
Hoje escrevo, precisa-se de cor. Porque o mundo e a vida andam cinzentos. Demasiado cinzentos. E os meus amigos costumavam ser isso, tornar-me nisso, Cor. E agora vou só ali dar a má noticia… porque, afinal de contas, é real.
ps: Mom and Friends
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
0,05 valores e as 5 fases do luto
Há pouco mais de um ano atrás era, com uma humildade que já teve melhores dias, uma géniozinho em ascensão. Tinha deixado de trabalhar na e para a universidade e ia com uma proposta para co-autoria de um capitulo de um livro de investigação, a caminho da minha primeira publicação internacional...
Estas semanas, andou sô dona Shadow a acordar as 7h da manhã para ler tudo aquilo que devia ter lido em 11 meses e escrever em 7 dias aquilo que deveria ter escrito em 60.
(Alguém já viu sagitários em projectos de longo prazo sem trepar paredes?!? Tenho cá para mim que (apesar da lealdade) devem ter sido os sagitários a inventar as separações e divórcios.)
Anyway, chegou há pouco, por fonte oficial a notícia que o meu currículo vale mais que o da minha universidade e quase chega ao topo da escala. Mas que precisava que o da universidade fosse ligeiramente melhor do que o que é, ou evidentemente, que o que escrevi sob orientação tivesse uma pontuação um pouco acima de aceitável. Quanto é um pouco? Meia décima.
Meia décima e... Ia a Roma e Atenas apresentar trabalhos, tinha emprego para os próximos 3 anos e doutoramento pago e, aleluia, ia finalmente a NY nas férias. Agora não vou a lado nenhum e o Doutoramento também não. Dezoito valores é quanto já valho eu com esta idade... menos meia décima do que era suposto é o que fica a valer o meu projecto graças à preguiça, indecisão e arrogância aqui da minha pessoa.
Estas semanas, andou sô dona Shadow a acordar as 7h da manhã para ler tudo aquilo que devia ter lido em 11 meses e escrever em 7 dias aquilo que deveria ter escrito em 60.
(Alguém já viu sagitários em projectos de longo prazo sem trepar paredes?!? Tenho cá para mim que (apesar da lealdade) devem ter sido os sagitários a inventar as separações e divórcios.)
Anyway, chegou há pouco, por fonte oficial a notícia que o meu currículo vale mais que o da minha universidade e quase chega ao topo da escala. Mas que precisava que o da universidade fosse ligeiramente melhor do que o que é, ou evidentemente, que o que escrevi sob orientação tivesse uma pontuação um pouco acima de aceitável. Quanto é um pouco? Meia décima.
Meia décima e... Ia a Roma e Atenas apresentar trabalhos, tinha emprego para os próximos 3 anos e doutoramento pago e, aleluia, ia finalmente a NY nas férias. Agora não vou a lado nenhum e o Doutoramento também não. Dezoito valores é quanto já valho eu com esta idade... menos meia décima do que era suposto é o que fica a valer o meu projecto graças à preguiça, indecisão e arrogância aqui da minha pessoa.
Choque, negação, raiva, depressão e aceitação, são essas são as 5 fases do luto. E se ainda não me atrevo a dizer que o meu Doutoramento morreu...
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Zen
Daqui a uns minutos tenho aula com aquela que era uma das minhas turmas favoritas o ano passado. Mas que nas ultimas aulas me tem feito sair do pavilhão com os cabelos brancos e em pé. Hoje vou ali dar aula à moda antiga e sem me stressar uma única vez.
Aulinhas xpto? Ser professora como coração? Tá bem abelha! Para estes meninos, tão cedo, não.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Eu, Tu e todos os Guarda-Chuvas We Know
Começo a receber queixas de amigos que não sabem o que me vão oferecer este ano de aniversario. Acredito.
Algures nos últimos anos passei de aluna a professora. A roupa desportiva obrigatoria de profissão deixou de ser exclusivamente preta ou em azuis e passou a contemplar mais cores que o arco-íris. Tornei-me leitora, co-autora e autora de artigos científicos e iniciei a tese de doutoramento. Passei do café de jogos de futebol para café concerto. E do McDonalds para restaurantes lounge com vista para a praia, rio ou por do sol.
Mas o que não há forma de evoluir é a minha aversão a andar com um guarda-chuva atrás. São já muitas, as chuvadas e nevões que este corpo aguentou (com e sem gorro). E mais de uma mão cheia de anos desde que alguém me viu a sair e voltar com tal objecto para casa. Também não é hoje. Sweats de carapuço, vinde a mim!!!

Algures nos últimos anos passei de aluna a professora. A roupa desportiva obrigatoria de profissão deixou de ser exclusivamente preta ou em azuis e passou a contemplar mais cores que o arco-íris. Tornei-me leitora, co-autora e autora de artigos científicos e iniciei a tese de doutoramento. Passei do café de jogos de futebol para café concerto. E do McDonalds para restaurantes lounge com vista para a praia, rio ou por do sol.
Mas o que não há forma de evoluir é a minha aversão a andar com um guarda-chuva atrás. São já muitas, as chuvadas e nevões que este corpo aguentou (com e sem gorro). E mais de uma mão cheia de anos desde que alguém me viu a sair e voltar com tal objecto para casa. Também não é hoje. Sweats de carapuço, vinde a mim!!!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Quero ir! vou! ia! se calhar ainda vou.... ver os U2?
Sábado de manha estive por três vezes, com 4 bilhetes dos U2 para o relvado, na mão. Três. E acabei a zero. Porquê? porque a &$##$%& do site crashou das 3 vezes que já só me faltava clicar em COMPRAR, e da ultima só voltou a estar ON quando havia bilhetes para tudo menos para o relvado. Se não vou destruir a relva, não quero ir, obrigadinha na mesma.
Não escrevi este post antes porque tinha a esperança que o senhor Bono e companhia ficassem para Domingo também. Há minutos tornou-se oficial. Ficam. Tenho eu então mais uma chance para comprar os bilhetinhos...
Continuo a não ter qualquer intenção de ir para filas de malucos em Norte Shopping's. Mas tenho uma esperança diferente, porque se metade dos funcionários da Fnac, Worten, Media Markt ficaram os os bilhetes do 1º concerto, imagino que a outra metade tenha de trabalhar! E pero ainda que os senhores da Blue Ticket tenham percebido que o site que abre a venda às 10h00 e o servidor crasha às 10h01 é, termo tecnico, uma merda. E devia ser alterado pelo menos para sábado. Vejam lá isso sim?!
Pelo sim pelo não vou ali ao site oficial dos u2 compra-los em pré-venda. Que nunca fiando.

ps: E os Snow Patrol para a primeira parte, era pedir muito? Era? Vá lá! Eu trato dos bilhetes, e tu bono trata lá dos Snow Patrol.
Não escrevi este post antes porque tinha a esperança que o senhor Bono e companhia ficassem para Domingo também. Há minutos tornou-se oficial. Ficam. Tenho eu então mais uma chance para comprar os bilhetinhos...
Continuo a não ter qualquer intenção de ir para filas de malucos em Norte Shopping's. Mas tenho uma esperança diferente, porque se metade dos funcionários da Fnac, Worten, Media Markt ficaram os os bilhetes do 1º concerto, imagino que a outra metade tenha de trabalhar! E pero ainda que os senhores da Blue Ticket tenham percebido que o site que abre a venda às 10h00 e o servidor crasha às 10h01 é, termo tecnico, uma merda. E devia ser alterado pelo menos para sábado. Vejam lá isso sim?!
Pelo sim pelo não vou ali ao site oficial dos u2 compra-los em pré-venda. Que nunca fiando.

ps: E os Snow Patrol para a primeira parte, era pedir muito? Era? Vá lá! Eu trato dos bilhetes, e tu bono trata lá dos Snow Patrol.
domingo, 18 de outubro de 2009
Autumn sun
Sou sagitário, logo raras vezes, trago a paciência de braço dado.
Mas algo me atrai em esperar sentada no fundo de escadas, em dias de Outono, onde saímos de casa de botas, jeans e casaco quente. De rabo nas escadas e cabeça na parede, ali ficamos ao som de um piano imaginário, de olhos fechados e sorriso aberto enquanto o sol nos bate na cara e aquece o rosto… Aí, temos tempo. Todo o tempo do mundo.


y' + P (x) y = Q(x)y^n
Existem três palavras-chave nas minhas aulas. Respeito. Vontade. Diversão. E a soma das primeiras conduz invariavelmente à terceira, como uma equação em que R + V = D. Mas ao contrário de outros anos e locais, tenho passado estas semanas de aulas a dar educação... que é coisa que já não se traz de casa. E quando se traz deixa-se à porta da escola para não dar a ideia de serem o elo mai fraco.
Como não sou fã da Paula Bobone (credo) nem de mãe, tia ou madrinha de mais de 100 criancinhas, gastar tempo com sermõeszinhos sobre princípios e como ser aluno, colega, amigo e sobretudo gente, têm sido para mim semanas de frustração. (Se há coisa que qualquer sagitário odeia é repetir-se e se há coisa que me tira o humor é ter de ser insistente e auto-rotular-me de chata.) Mas existem aspectos, princípios e atitudes indispensáveis, nas minhas aulas, e por isso, de lado, tem ficando o tempo útil de aula…
Mas aquilo que incomoda qualquer professor de educação física (os bons pelo menos), não é o Respeito e sim a Vontade. O respeito instruísse, a vontade não. Continuo a achar extraordinário a forma como alguns alunos, sobretudo as miúdas olham para as bolas e para os campos de aula como se fossem OVNI’s e ET’s. Coisas estranhas, incompreensíveis e assustadoras.
Como se aquela coisa redonda, hairless e colorida, que é uma bola, fosse a qualquer instante abrir uma bocarra escondida e arrancar a mão e membro a quem a planeava agarrar. Como se um campo de andebol, voleibol, ténis ou outros, fossem dignos de serem labirintos de minotauros ou cavernas taliban. E como se as regras dos jogos fossem equações matemáticas dignas de Nobel.
Está-lhes estampado no olhar, e não leva muito tempo a um professor de educação física para elaborar a lista dos miúdos que, anseiam pelos minutos onde se escondem atrás de uma garrafa de água que se finge beber, de um atacador que se finge apertar ou na visita prolongada ao balneário e WC para fazerem o mínimo possível na aula.
Em parte tenho pena de ver em aula miúdos com o pânico estampado no olhar e desconforto no corpo. Um estado de vigília e terror como se de tortura se tratasse. Mas do outro lado estou eu. Enquanto aluna sempre foi uma frustração ter de fazer equipa com esses miúdos que tinham ali o ultimo sitio do mundo onde queriam estar, quando virei professora, pior.
Por saber isto, faço tudo menos aulas e exercicios convencionais. Tenho na diversão o produto e no ensino o meio, e não o contrario. Explico e exemplifico em 300 línguas diferentes…. E ainda assim correm para o lado oposto. Fogem das bolas e de tudo o que seja acção, ou na língua deles confusão. Jogam tudo com as mãos e quando os jogo são com mãos decidem-se pelos pés. Gritam Ui’s e Ai’s sempre que tocam ou algo lhes toca. Chegam ao fim de qualquer jogo sem saber quem ganhou, perdeu ou porquê. Chegam ao fim de qualquer jogo contentes porque terminou.
Nunca vi qualquer destes miúdos a sorrir antes ou durante a aula. Posso cair eu e a estrela da turma, estatelados no chão da forma mais parva. Eu e outros vamos rir, outros vão sorrir… mas aqueles 2, 3 vão permanecer apáticos. Sem perceber que, na educação física, tal como em português, inglês e matemática: A soma de dois e dois é igual a quatro, e quem não percebe isso… não fica gordo, mas é nabo.
Como não sou fã da Paula Bobone (credo) nem de mãe, tia ou madrinha de mais de 100 criancinhas, gastar tempo com sermõeszinhos sobre princípios e como ser aluno, colega, amigo e sobretudo gente, têm sido para mim semanas de frustração. (Se há coisa que qualquer sagitário odeia é repetir-se e se há coisa que me tira o humor é ter de ser insistente e auto-rotular-me de chata.) Mas existem aspectos, princípios e atitudes indispensáveis, nas minhas aulas, e por isso, de lado, tem ficando o tempo útil de aula…
Mas aquilo que incomoda qualquer professor de educação física (os bons pelo menos), não é o Respeito e sim a Vontade. O respeito instruísse, a vontade não. Continuo a achar extraordinário a forma como alguns alunos, sobretudo as miúdas olham para as bolas e para os campos de aula como se fossem OVNI’s e ET’s. Coisas estranhas, incompreensíveis e assustadoras.
Como se aquela coisa redonda, hairless e colorida, que é uma bola, fosse a qualquer instante abrir uma bocarra escondida e arrancar a mão e membro a quem a planeava agarrar. Como se um campo de andebol, voleibol, ténis ou outros, fossem dignos de serem labirintos de minotauros ou cavernas taliban. E como se as regras dos jogos fossem equações matemáticas dignas de Nobel.
Está-lhes estampado no olhar, e não leva muito tempo a um professor de educação física para elaborar a lista dos miúdos que, anseiam pelos minutos onde se escondem atrás de uma garrafa de água que se finge beber, de um atacador que se finge apertar ou na visita prolongada ao balneário e WC para fazerem o mínimo possível na aula.
Em parte tenho pena de ver em aula miúdos com o pânico estampado no olhar e desconforto no corpo. Um estado de vigília e terror como se de tortura se tratasse. Mas do outro lado estou eu. Enquanto aluna sempre foi uma frustração ter de fazer equipa com esses miúdos que tinham ali o ultimo sitio do mundo onde queriam estar, quando virei professora, pior.
Por saber isto, faço tudo menos aulas e exercicios convencionais. Tenho na diversão o produto e no ensino o meio, e não o contrario. Explico e exemplifico em 300 línguas diferentes…. E ainda assim correm para o lado oposto. Fogem das bolas e de tudo o que seja acção, ou na língua deles confusão. Jogam tudo com as mãos e quando os jogo são com mãos decidem-se pelos pés. Gritam Ui’s e Ai’s sempre que tocam ou algo lhes toca. Chegam ao fim de qualquer jogo sem saber quem ganhou, perdeu ou porquê. Chegam ao fim de qualquer jogo contentes porque terminou.
Nunca vi qualquer destes miúdos a sorrir antes ou durante a aula. Posso cair eu e a estrela da turma, estatelados no chão da forma mais parva. Eu e outros vamos rir, outros vão sorrir… mas aqueles 2, 3 vão permanecer apáticos. Sem perceber que, na educação física, tal como em português, inglês e matemática: A soma de dois e dois é igual a quatro, e quem não percebe isso… não fica gordo, mas é nabo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Centrum Anonymus
Falava eu com Lady B. aka Dona Teia sobre a necessidade da existência de um clube Centrum. O que é um clube Centrum? Ora, nada mais e também nada menos que um clube anónimo, porque só os clubes anónimos é que são interessantes, para a malta que, "mais que cansada anda, muito cansada... sobretudo psicologicamente". Seria um clube concorridíssimo? Sim, seria... só à conta de professores uma riqueza de quotas e cabeças.
Porque é que ainda não há um clube centrum? Ou porque não crio um? Evidente meus caros. Porque, Shadowzinha incluída, as pessoas que se lembrariam de tal e que têm essa necessidade estão sem tempo e profundamente cansadas para o fazer.
E se tempo houvesse? Se tempo houver que reine a preguiça, que essa não precisa de clube. E tem no corpo um fiel súbdito.
Porque é que ainda não há um clube centrum? Ou porque não crio um? Evidente meus caros. Porque, Shadowzinha incluída, as pessoas que se lembrariam de tal e que têm essa necessidade estão sem tempo e profundamente cansadas para o fazer.
E se tempo houvesse? Se tempo houver que reine a preguiça, que essa não precisa de clube. E tem no corpo um fiel súbdito.
A SUSTENTAVEL leveza do ser
Há lugares onde o ar é mais fresco. O sol mais quente. E o vento um toque carinhoso. Mas o que gosto mesmo são aqueles lugares onde a gravidade é menor. Onde andamos e nos sentimos mais leves. Onde os ombros se colocam, sem esforço, direitos do inicio ao fim do dia. Onde a cabeça não pesa e sustenta orgulhosamente um olhar vivo.
Há lugares assim, de gravidade zero (da mesma forma que os há de gravidade cem, bem sei). E há, pessoas que são lugares.
A visita a essa lista de lugares, dá-nos vida e, de novo, a sensação de conseguir, por momentos, voar.
Há lugares assim, de gravidade zero (da mesma forma que os há de gravidade cem, bem sei). E há, pessoas que são lugares.
A visita a essa lista de lugares, dá-nos vida e, de novo, a sensação de conseguir, por momentos, voar.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
As aulas....
1: O Leite
Sexta-feira uma aluna ficou sem um dente no inicio da aula. Hoje foi outra.
- WTF! Mas como é que isso aconteceu?
- Arranquei-o.!
E foi assim que me responderam as duas... Está bonito está. É só cálcio e juizo esta-se mesmo a ver. Qualquer dia aparecem-me os pais a perguntar o que ando a fazer às criancinhas, ou isso ou a fada dos dentes.
2: A Coca-cola
Peço e aviso para levarem sempre garrafas de àgua para as aulas. Primeiro ninguém me chateia o juizo a perguntar se podem beber àgua, bebem e pousam no banco de novo. Segundo não me desaparece metade da turma durante meia-hora para ir beber àgua à casa de banho e fazer sei lá o que mais nos 28 minutos que demoram mais.
- Ó MJ o que raio estás tu a fazer na minha aula com uma garrafa de coca-cola de 1lt?
- A professora diz sempre para trazer garrafa de água.
- É pá, a única parte certa nessa equação é a garrafa, percebes isso?!
- Mas a minha mãe diz que esta não faz mal porque é light!!!
Nota: Caem dentes, pois caem. São obesos, pois são. Mas desde que seja light.... E eu que carregue com eles, quando têm 70km e 1,50m e não conseguem levantar uma perna no ar quanto mais fazer o pino.
Sexta-feira uma aluna ficou sem um dente no inicio da aula. Hoje foi outra.
- WTF! Mas como é que isso aconteceu?
- Arranquei-o.!
E foi assim que me responderam as duas... Está bonito está. É só cálcio e juizo esta-se mesmo a ver. Qualquer dia aparecem-me os pais a perguntar o que ando a fazer às criancinhas, ou isso ou a fada dos dentes.
2: A Coca-cola
Peço e aviso para levarem sempre garrafas de àgua para as aulas. Primeiro ninguém me chateia o juizo a perguntar se podem beber àgua, bebem e pousam no banco de novo. Segundo não me desaparece metade da turma durante meia-hora para ir beber àgua à casa de banho e fazer sei lá o que mais nos 28 minutos que demoram mais.
- Ó MJ o que raio estás tu a fazer na minha aula com uma garrafa de coca-cola de 1lt?
- A professora diz sempre para trazer garrafa de água.
- É pá, a única parte certa nessa equação é a garrafa, percebes isso?!
- Mas a minha mãe diz que esta não faz mal porque é light!!!
Nota: Caem dentes, pois caem. São obesos, pois são. Mas desde que seja light.... E eu que carregue com eles, quando têm 70km e 1,50m e não conseguem levantar uma perna no ar quanto mais fazer o pino.
Já que andamos numa de Rankings na escola: Ranking dos piores
Com um mês de aulas o H, levava um belo avanço sobre os meus outros alunos, na corrida pelo título de pior aluno do ano. E apresentava já credenciais para concorrer ao TOP10 de pior de sempre. Escrevi no passado porque... soube hoje pelos miúdos que, no final de uma aula por um qualquer motivo, agarrou a cara e pescoço de um colega e atirou-o de cabeça contra a parede. Resultado o colega, que também é meu aluno foi inconsciente para o Hospital e o H, pelos vistos expulso da escola.
Não nego o meu alívio e até felicidade por não ter aturado o H, na aula hoje. Mas não creio que o H, seja expulso da escola… não enquanto reinarem estas novas e maravilhosas regras e estatutos que transformaram expulsar ou chumbar um aluno em mitos urbanos (conseguem perceber a ironia enojada com que escrevo isto, certo?).
As fontes não oficiais dizem que vai ser expulso ou transferido pelos pais para um colégio de freiras aqui na área. As oficiais ainda não disseram nada…. Estou à espera, para festejar ou para perceber se vou ter de dar aulas de capacete. Não para mim, que tenho cabeça dura, nem para o colega que como está internado não deve fazer aulas tão cedo. Mas para os 23 colegas… não vá ele agredir e desta ver matar algum.
ps: Também não era mal pensado, enquanto o H, não é expulso, convidar a Maitê Proença a assistir a uma aula minha com o H, presente. Se não sabem do que é que eu estou a falar... é clicar aqui. Tenho a certeza que o H, seria carinhoso e se não fosse, não se perdia nada.
Não nego o meu alívio e até felicidade por não ter aturado o H, na aula hoje. Mas não creio que o H, seja expulso da escola… não enquanto reinarem estas novas e maravilhosas regras e estatutos que transformaram expulsar ou chumbar um aluno em mitos urbanos (conseguem perceber a ironia enojada com que escrevo isto, certo?).
As fontes não oficiais dizem que vai ser expulso ou transferido pelos pais para um colégio de freiras aqui na área. As oficiais ainda não disseram nada…. Estou à espera, para festejar ou para perceber se vou ter de dar aulas de capacete. Não para mim, que tenho cabeça dura, nem para o colega que como está internado não deve fazer aulas tão cedo. Mas para os 23 colegas… não vá ele agredir e desta ver matar algum.
ps: Também não era mal pensado, enquanto o H, não é expulso, convidar a Maitê Proença a assistir a uma aula minha com o H, presente. Se não sabem do que é que eu estou a falar... é clicar aqui. Tenho a certeza que o H, seria carinhoso e se não fosse, não se perdia nada.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
To be or not to be?
Houve um tempo em que numa ex-escola uma brincadeira se tornou regra. Se alguém me perguntasse se estava boa, haveria sempre alguém no pavilhão, no bar ou na outra ponta da escola que berrava "a S'tora não está boa, ela é, boa!". Fizesse eu boa ou má cara naquele dia. E enquanto virava costas agradecida por terem respondido por mim àquela pergunta da lista das idiotas, deixava sair um sorriso. Mas hoje, foi assim.
- Oh... a minha professora. Então, está boa?
- Olha o meu ex-ex-aluno favorito, por ser ex! Eu SOU boa. Mas isso tu já sabes. E contigo, tudo bem?
- Lá isso é verdade... Pena é ser mais velha....
- Não para quem quero meu amor. (justo. Pus-me a jeito para levar com esta. )
- Então já namora?
- Não percebi esse "já". (não percebi foi a lata e o que tens tu a ver com isso, mas vamos lá ver se percebeste o toque).
- Se tem namorado.
- Que raio, não vos ensinei a não serem preconceituosos? Não podia ser namorada? ou andar com nenhum ou vinte como vocês? Digamos que estou bem resolvida. (tens muito a ver com isso, ora bolas...)
- Como assim?
- Não sabes o que é estar bem resolvido? É estar bem. Ser feliz com ou sem alguém não é irrelevante, mas é secundário.
Note to self: Da próxima vez que me perguntem se estou boa. Estou óptima. Porra.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A carta que eu nunca te escrevi
Tantas vezes pensei escrever esta carta, jamais pensei que fosse este o motivo. A tua mãe escreveu-me, há algumas horas atrás, a chorar, dezenas de linhas. O mundo como ela o conhece está prestes a terminar. O vosso também.
Lembro-me perfeitamente da noite em que me ligaste em gritos de choro, desesperada. O mundo acabara de virar do avesso… e o fim parecia inevitável. Lembro-me de me dizeres que te sentias num filme de terror, e lembro-me ainda que, durante dias, também eu quis desesperadamente acordar do que parecia ser um pesadelo. Quando me ligaste estava com a tua gémea e foi de mim que ela ouviu uma das piores noticias e histórias da sua vida. Lembro-me claramente daquela madrugada em que, sem falar, olhamos o tecto durante horas à espera que ligasses com mais novidades e em silêncio fizemos contas sobre quanto tempo demoraríamos a vestir umas calças de ganga e casaco sobre o pijama e fazer os 200 km até chegar a ti. A sensação é que seria sempre tarde demais.
Demorou o suficiente, mas um dia, o pior passou. Contra todas as probabilidades o mundo não acabou… e seguiu com muitas lágrimas é certo, mas também com os sorrisos que o compõem. E do mundo fazem também parte as discussões, desilusões, roturas e o fim. O perder e deixar pessoas para trás.
Perder-te, perder a tua amizade foi um duro golpe. Foste desde o segundo em que nos conhecemos, uma das minhas melhores amigas… quase uma irmã. E perder-te, perder a tua amizade foi também perder a tua irmã gémea… quase uma irmã. Não foi justo para mim. Não foi justo para ti. Na mesma forma que não é justo para nenhuma de nós dizer que a amizade se perdeu. Mas eu perdi a dobrar, porque vos perdi às duas… pior, sem a sensação de culpa. Culpados fomos todos e não foi ninguém. Também sentes isso?
Estou farta de ouvir sempre o mesmo, que é uma questão de tempo. Disseste isso e dizem isso sempre que sabem que não falamos. Ainda, acrescentam. Não sabem que não há mais nada a dizer - foste tu quem me gravou isso em carne viva.
A tua mãe escreveu-me, há algumas horas atrás, a chorar, dezenas de linhas. O mundo como ela o conhece está prestes a terminar. O vosso também. Quis ligar-te. Correr para aí, como tantas vezes, através das dezenas de kilometros de autoestrada e alcatrão. Não o fiz. Pela primeira vez não fiz nenhuma das duas… Li e re-li as linhas da tua mãe sem saber o que lhe responder. Liguei a todos que conheço a pedir distração para a longa noite de hoje. Liguei até esgotar o saldo nos telemovéis. Liguei na esperança ter alguém me dar um motivo irrevogável para não te ligar.
Nunca percebi se a tua mãe soube o que realmente se passou,. Mas tenho a certeza de que soube o suficiente e ainda assim decidiu continuar a tratar-me como a filha além das gémeas. Um dia enquanto tomávamos café e falávamos da vida, disse-me do nada, o mesmo de todos os outros. Para não me preocupar, era uma questão de tempo.
Gostava de responder isto hoje à tua mãe. Que não se preocupasse, que é uma questão de tempo e que tudo vai correr bem. Gostava que isto não soasse tão a falso quanto me soa a mim... quanto sempre me soou a mim.
Estou em luta para não te ligar, para não te escrever. Para não te perguntar se posso ajudar em algo. Porque não posso. Não te posso ajudar em nada, não te devo ligar, nem escrever. Provavelmente ficaria ainda mais magoada se o fizesse. Provavelmente ficarias ainda mais magoada se o fizesse. Provavelmente não traria qualquer sorriso ou vantagem faze-lo, a nenhuma de nós.
Em vez disto escrevo-te esta carta que jamais te será enviada. Que jamais por ti será lida. Uma carta carregada de dor, de mágoa… não pelo que se passou… mas por não te poder ajudar neste momento. Uma carta carregada com carinho e bem-querer que desejava já não ter em mim para ti. Uma carta de preocupação que não posso partilhar com ninguém… A não ser com a L. a quem liguei assim que terminei o e-mail da tua mãe para saber como estavas e o que sabias de tudo aquilo que ela desabafou. Ela mandou-me mensagem há pouco a dizer que estavas bem, dentro dos possíveis… Quis saber se era para avisar que eu sabia. Neguei-lhe o pedido. Melhor assim não achas? Melhor assim, não saberes que me preocupo, que gosto, que sofro o mesmo de antes. O mesmo de sempre.
Melhor assim não achas? Pode ser que tenhas razão e o tempo resolva. Resolva tirar este carinho que tenho por ti, que em dias como hoje me esmaga, como se fosses minha irmã. Agora vou escrever à tua mãe. E conduzir até à praia se for o necessário para não te ligar, enquanto tento esquecer que ali na estante está, há meses, um postal comprado para ti, que simplesmente diz. Tenho saudades e só queria que soubesses.
Lembro-me perfeitamente da noite em que me ligaste em gritos de choro, desesperada. O mundo acabara de virar do avesso… e o fim parecia inevitável. Lembro-me de me dizeres que te sentias num filme de terror, e lembro-me ainda que, durante dias, também eu quis desesperadamente acordar do que parecia ser um pesadelo. Quando me ligaste estava com a tua gémea e foi de mim que ela ouviu uma das piores noticias e histórias da sua vida. Lembro-me claramente daquela madrugada em que, sem falar, olhamos o tecto durante horas à espera que ligasses com mais novidades e em silêncio fizemos contas sobre quanto tempo demoraríamos a vestir umas calças de ganga e casaco sobre o pijama e fazer os 200 km até chegar a ti. A sensação é que seria sempre tarde demais.
Demorou o suficiente, mas um dia, o pior passou. Contra todas as probabilidades o mundo não acabou… e seguiu com muitas lágrimas é certo, mas também com os sorrisos que o compõem. E do mundo fazem também parte as discussões, desilusões, roturas e o fim. O perder e deixar pessoas para trás.
Perder-te, perder a tua amizade foi um duro golpe. Foste desde o segundo em que nos conhecemos, uma das minhas melhores amigas… quase uma irmã. E perder-te, perder a tua amizade foi também perder a tua irmã gémea… quase uma irmã. Não foi justo para mim. Não foi justo para ti. Na mesma forma que não é justo para nenhuma de nós dizer que a amizade se perdeu. Mas eu perdi a dobrar, porque vos perdi às duas… pior, sem a sensação de culpa. Culpados fomos todos e não foi ninguém. Também sentes isso?
Estou farta de ouvir sempre o mesmo, que é uma questão de tempo. Disseste isso e dizem isso sempre que sabem que não falamos. Ainda, acrescentam. Não sabem que não há mais nada a dizer - foste tu quem me gravou isso em carne viva.
A tua mãe escreveu-me, há algumas horas atrás, a chorar, dezenas de linhas. O mundo como ela o conhece está prestes a terminar. O vosso também. Quis ligar-te. Correr para aí, como tantas vezes, através das dezenas de kilometros de autoestrada e alcatrão. Não o fiz. Pela primeira vez não fiz nenhuma das duas… Li e re-li as linhas da tua mãe sem saber o que lhe responder. Liguei a todos que conheço a pedir distração para a longa noite de hoje. Liguei até esgotar o saldo nos telemovéis. Liguei na esperança ter alguém me dar um motivo irrevogável para não te ligar.
Nunca percebi se a tua mãe soube o que realmente se passou,. Mas tenho a certeza de que soube o suficiente e ainda assim decidiu continuar a tratar-me como a filha além das gémeas. Um dia enquanto tomávamos café e falávamos da vida, disse-me do nada, o mesmo de todos os outros. Para não me preocupar, era uma questão de tempo.
Gostava de responder isto hoje à tua mãe. Que não se preocupasse, que é uma questão de tempo e que tudo vai correr bem. Gostava que isto não soasse tão a falso quanto me soa a mim... quanto sempre me soou a mim.
Estou em luta para não te ligar, para não te escrever. Para não te perguntar se posso ajudar em algo. Porque não posso. Não te posso ajudar em nada, não te devo ligar, nem escrever. Provavelmente ficaria ainda mais magoada se o fizesse. Provavelmente ficarias ainda mais magoada se o fizesse. Provavelmente não traria qualquer sorriso ou vantagem faze-lo, a nenhuma de nós.
Em vez disto escrevo-te esta carta que jamais te será enviada. Que jamais por ti será lida. Uma carta carregada de dor, de mágoa… não pelo que se passou… mas por não te poder ajudar neste momento. Uma carta carregada com carinho e bem-querer que desejava já não ter em mim para ti. Uma carta de preocupação que não posso partilhar com ninguém… A não ser com a L. a quem liguei assim que terminei o e-mail da tua mãe para saber como estavas e o que sabias de tudo aquilo que ela desabafou. Ela mandou-me mensagem há pouco a dizer que estavas bem, dentro dos possíveis… Quis saber se era para avisar que eu sabia. Neguei-lhe o pedido. Melhor assim não achas? Melhor assim, não saberes que me preocupo, que gosto, que sofro o mesmo de antes. O mesmo de sempre.
Melhor assim não achas? Pode ser que tenhas razão e o tempo resolva. Resolva tirar este carinho que tenho por ti, que em dias como hoje me esmaga, como se fosses minha irmã. Agora vou escrever à tua mãe. E conduzir até à praia se for o necessário para não te ligar, enquanto tento esquecer que ali na estante está, há meses, um postal comprado para ti, que simplesmente diz. Tenho saudades e só queria que soubesses.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
The Space Between Us
Em cada clarão, vi-te. E em alguns vi-nos a nós. E isto durante todo os minutos das longas hora do temporal de ontem. Foi só quando um dos relâmpagos atingiu uma árvore do outro lado da estrada que fui obrigada a desenterrar a cabeça da almofada e a enfrentar a realidade de que não estavas ali.
Mas, não foi isso que me magoou, não foi isso que me fez ficar encharcada em suor, em febre, em frio. Foi o perceber que o meu inconsciente sabia mais que eu. Os flashes de imagens mostravam-te somente a ti e a memorias de nós, por muito perto que estivéssemos jamais nos tocávamos. O meu inconsciente sabia o que só nesta madrugada percebi... O nosso amor, por muito e tudo o que tenha sido, jamais foi nosso. Meu e teu. Meu. Teu. Esse amor foi sempre aquele... e daquele curto e mágico espaço entre o nosso olhar, o nosso rosto, o nosso corpo.
Agora diz-me, não podia ter percebido isto em qualquer outra madrugada que não a do sétimo aniversário daquela em que me apaixonei por ti?
Mas, não foi isso que me magoou, não foi isso que me fez ficar encharcada em suor, em febre, em frio. Foi o perceber que o meu inconsciente sabia mais que eu. Os flashes de imagens mostravam-te somente a ti e a memorias de nós, por muito perto que estivéssemos jamais nos tocávamos. O meu inconsciente sabia o que só nesta madrugada percebi... O nosso amor, por muito e tudo o que tenha sido, jamais foi nosso. Meu e teu. Meu. Teu. Esse amor foi sempre aquele... e daquele curto e mágico espaço entre o nosso olhar, o nosso rosto, o nosso corpo.
Agora diz-me, não podia ter percebido isto em qualquer outra madrugada que não a do sétimo aniversário daquela em que me apaixonei por ti?
sábado, 3 de outubro de 2009
3/4 de Outubro
Há quatro anos mudei de cidade e de país...
E nessa madrugada chorei a minha alma em silêncio quando fui obrigada a dar razão a todos os que consideravam esse passo um erro. Mudei-me para um país frio, cinzento feito de gente fria e cinzenta. Onde a cultura era inata e etiqueta um luxo.
Não creio que tenha sido nessa noite mas tenho a certeza que foi nessa cidade que morreu a pessoa que era. Enquanto ali vivi, assisti a cenas que jamais vou conseguir descrever, explicar ou esquecer. Deparei-me com uma realidade chocante que me dói e dilacera sempre que relembrada… E que me deixou indisposta durante dias quando a revi, em Slumdog Millionaire.
Essa cidade inspirada em Rômulo e Remo, fundadores de Roma, que enterrou quem era e viu nascer quem sou. Cidade universitária de 250 mil pessoas e dezenas de palácios. Cheia de história, artes e ciência. Que me arremessou, para o que dizem ser o meu brilhante percurso académico, como oradora, numa língua emprestada, numo palco de uma Aula Magna com 250 Doutores e Mestres na assistência. Uma cidade que me deu as ferramentas e a humildade em falta .
Que me ensinou que o sorriso é, a melhor das ofertas, tão quente como um dia de verão, tão acolhedor como um abraço, tão próximo como a família e a verdadeira língua universal. Uma cidade que me ensinou a pensar, a ter paciência e a dar. A verdadeiramente d-a-r. Que aumentou o espectro de cores… de si própria, das pessoas, da vida, dos sonhos. Uma cidade que me deu anos de vida e anos à minha vida. Uma cidade que fez crescer a saudade e o meu amor por ti, e que me ensinou a viver com eles e além deles. Uma cidade que me tratou como sua neta, com atenção, reconhecimento, orgulho e afecto. Que me ensinou que o abraço é o mais seguro dos esconderijos. E que na vida não precisamos de esconderijos e sim de olhar o mundo de frente, voar mais alto para ver mais longe mas ter sempre um lugar, ter sempre alguém para quem regressar.
Uma cidade que amo… talvez demais para algum dia lá voltar.
E nessa madrugada chorei a minha alma em silêncio quando fui obrigada a dar razão a todos os que consideravam esse passo um erro. Mudei-me para um país frio, cinzento feito de gente fria e cinzenta. Onde a cultura era inata e etiqueta um luxo.
Não creio que tenha sido nessa noite mas tenho a certeza que foi nessa cidade que morreu a pessoa que era. Enquanto ali vivi, assisti a cenas que jamais vou conseguir descrever, explicar ou esquecer. Deparei-me com uma realidade chocante que me dói e dilacera sempre que relembrada… E que me deixou indisposta durante dias quando a revi, em Slumdog Millionaire.
Essa cidade inspirada em Rômulo e Remo, fundadores de Roma, que enterrou quem era e viu nascer quem sou. Cidade universitária de 250 mil pessoas e dezenas de palácios. Cheia de história, artes e ciência. Que me arremessou, para o que dizem ser o meu brilhante percurso académico, como oradora, numa língua emprestada, numo palco de uma Aula Magna com 250 Doutores e Mestres na assistência. Uma cidade que me deu as ferramentas e a humildade em falta .
Que me ensinou que o sorriso é, a melhor das ofertas, tão quente como um dia de verão, tão acolhedor como um abraço, tão próximo como a família e a verdadeira língua universal. Uma cidade que me ensinou a pensar, a ter paciência e a dar. A verdadeiramente d-a-r. Que aumentou o espectro de cores… de si própria, das pessoas, da vida, dos sonhos. Uma cidade que me deu anos de vida e anos à minha vida. Uma cidade que fez crescer a saudade e o meu amor por ti, e que me ensinou a viver com eles e além deles. Uma cidade que me tratou como sua neta, com atenção, reconhecimento, orgulho e afecto. Que me ensinou que o abraço é o mais seguro dos esconderijos. E que na vida não precisamos de esconderijos e sim de olhar o mundo de frente, voar mais alto para ver mais longe mas ter sempre um lugar, ter sempre alguém para quem regressar.
Uma cidade que amo… talvez demais para algum dia lá voltar.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Reino do Maravilhoso II
Palavra de honra que hoje me doí o peito de saudades daquela escola entre Douro e vinhas, daqueles miúdos quase da minha idade que tinham da melhor educação, simpatia e coração, daqueles amigos que iam e com quem íamos de propósito à escola tomar café... de jantar no cais da Régua.
Professora, faz cá tanta falta. Não meus amores, esse lugar único, cheio de pessoas lindas, perdido no tempo e no espaço é que me faz falta a mim. Muita, e em dias como hoje, demasiada.
Professora, faz cá tanta falta. Não meus amores, esse lugar único, cheio de pessoas lindas, perdido no tempo e no espaço é que me faz falta a mim. Muita, e em dias como hoje, demasiada.
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