sexta-feira, 31 de julho de 2009

"Baby you are gonna miss that plane."

Apetecia-me pôr a mochila às costas e ir para NY.

Era um somás de ananol...

Saí de casa há 9horas atrás, para comprar (outro) portátil! Acabei de chegar... com uma camisola oficial do pê.

Agora vou dormir que se calhar este dia não aconteceu e ainda não sei.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Você não vale nada mas eu gosto de você


X-men

Hoje (ontem) mandei a minha orientadora à merda! Se foi assim com as letrinhas todas? Não. Foi aquele olhar especial "Se te fodesses". Que não precisa de tradução em língua nenhuma. Tampouco deixa dúvida a alguém que me conhece há quatro anos. Normalmente costumo traduzir os meus sentimentos de "nortenho" para lisboeta, do género: P: MAS QUE CARALHO É QUE EU TENHO A VER COM ESSA MERDA? vs L: Eu não estava envolvida nesse projecto.

Hoje depois do que ouvi, não traduzi nem desculpei coisa nenhuma. Limitei-me a olhar na esperança de começar a soltar raios laser (tipo Ciclope dos x-men). No luck in that.

domingo, 26 de julho de 2009

Agradecimentos: Quae sunt Caesaris Caesari.

As palavras ganham um novo sentido quando imortalizadas no papel, ganham uma nova vida cada vez que são lidas em voz. Estas que hoje aqui deixo, inquietam-me o pensamento e respiram a mágoa de saber que serão sempre insuficientes para dizer com elas o que sinto. Assim, ciente da limitação das palavras, gostaria de manifestar o meu sincero agradecimento a todos aqueles que me acompanharam, que directa ou indirectamente contribuíram para a concretização deste trabalho, para o findar deste ciclo:

Em particular a todos aqueles que me incentivaram a iniciar e continuar no processo de Doutoramento. Se não fossem vocês, teria dormido muito mais e melhor, poupado dinheiro suficiente para um BMW, gozado férias nas Caraíbas, gozado férias ou simplesmente apanhado sol suficiente para perder este tom de pele de branco-informático. Teria mergulhado vezes sem conta no mar e ido até NY. Arrisco dizer que teria sorrido muito mais e arrancado menos cabelos brancos, ou cabelos só. Por estes motivos, não posso deixar de vos agradecer, e deixar um último pedido, para a próxima incentivem-me a saltar da D. Luiz I. será um processo muito mais rápido e comparativamente, indolor.

[pois, é capaz de não ser bem esta versão a final, mas que devia ser, devia. A césar o que é de César]

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Se o BES fosse um signo era Sagitário

Tive hoje a certeza que o BES é o banco ideal para mim. Porquê? enviaram-me há minutinhos uma sms a desejar boas férias. Pensam vocês que o BES é o banco ideal porque é atencioso, um verdadeiro fofo. Não. Nada disso, o BES é o banco ideal para mim porque tem um sentido de humor irónico, destorcido e sádico.

Férias. Tá bem tá. Enviem-me a sms daqui a 8 dias e depois falamos sobre os meus cartões e depósitos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

No Ipod

Amar assim, no fundo de mim, é mais que mais, que demais nada me satisfaz até arder, até ao fim um ser faminto um oceano dentro explodindo por mais e mais e mais infinitamente mais tudo o que o amor for capaz até romper,até ao fim habita alto e divino e fundo consumindo gota a gota, sopro e sangue choro amante, eternamente aperta fundo e profundo dentro e corroendo, pouco a pouco queimando louco para sempre amor é tudo amor é nada amor é asas amor é momento amor é sede amor é água amor é mundo amor é alimento amor é corpo amor é alma amor é magia amor é do vento eternamente…


ali encontadinho aos dois albuns da Mayra Andrade,
Sara Tavares
Balancê (album)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

The Sorting Hat

Podia ter feito papelinhos com os números de agrupamentos, concelhos e QZP e depois tirado à sorte de um qualquer pote. Mas não. Passei uma bela tarde de chuva a olhar para o mapa e pdf com a lista de códigos de escolas.
A certa altura do pacote gigante de ruffles (que sempre acompanha estas andanças) passou-me pela cabeça que bem, bem seria um chapéu-sorteador. Nem precisava dizer onde vamos ficar, já ficava contente se ditasse que códigos e horários preencher.
Mas já que ainda não há chapéu. Aqui ficam os critérios, que são tão bons ou tão maus como quaisquer outros:
  1. Escolinha de sonho;
  2. Casa <50km;
  3. Onde já dei aulas e não me importo de voltar;
  4. O ideal para o Doutoramento;
  5. Mar & Casa<100km;
  6. Amigos;
  7. Sítios que conheço ou quero conhecer;
  8. Resto do rectângulo;
Yup. Este ano e pela 1ª vez foi o rectângulo todo. De Bragança a Faro. Agora vou só ali ver se estou com febre. E depois dar aula de natação.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Reino do Maravilhoso

Conheço metade da Eupora. Mas encontrei poucas vezes algo mais belo que um por do sol em trás-os-montes. Ontem voltei a cruzar-me com ele. Já na estrada, sem tempo ou companhia.

Que saudades de me sentar para lá do Marão, sem horas.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O sorriso, deste Mundo e do Outro

Hoje foi (pela segunda vez) o ultimo dia. Tirei os ferrinhos! E percebi o quanto tenho escondido o sorriso nestes meses. Dói-me a cara toda.

Aqui está ele de volta. Alegre, brincalhão e bonito. Natural, rasgado, branquinho e traquina. Exatamente igual à vespera do dente do siso ter ficado"cós-copos" e decidido nascer na direcção errada.

Mas melhor que esta boa esta dor de bochechas é mesmo deixar de usar 3 escovas de dentes diferentes! Preve-se arzinho de bem-com-a-vida-mete-nojo para os próximos dias.

domingo, 19 de julho de 2009

Let your body know that you came tonight


Gabriella Cilmi deu o mote, aqueceu a malta. Com uma presença vistosa (e um vestido fantástico!) dançou pelo palco em pulinhos e sem sapatos o concerto todo. Fez-me aproximar dao sitio da foto para o 1/3 do recinto. Uma Australiana que se apaixonou por Gaia. Pelas gentes e por dar um concerto com vista para o Douro e Atlântico. Nós também.

Seguiu-se Colbie Callat, fui-me deixando levar pela mistura de simpatia e timidez e a capacidade de criar ambiente intimista, priori hostil de um festival! Teve a seu lado um Justin Young (guitarrista/cantor) irrepreensível! Com quem travou um dueto ou duelo de ukeleles e só por isso o concerto estava ganho… Mas, bem perto do fim, eis que a senhora C. puxa de um "You Found Me" (dos Fray). E estaria óptimo não fosse ela ter começado acapella “Killing me softly” – no words for that – que eu e os outros 30 mil fizemos questão de cantar com ela.

Óptima noite! Até entrar o senhor da noite.

"Let your body know that you came to the show tonight" Foi com este repto que uma óptima noite se transformou numa noite memorável. "Let your body know that you came to the show tonight" disse e mostrou o senhor Jason Mraz.
Ritmos quentes, dançantes, frases num bom português e lá fomos embalados até ao momento que anunciou "o elemento mais bonito da banda", e lá apareceu para o dueto em "Lucky" de novo, a Colbie – lindo. Com Bob Marley pelo meio terminou de forma perfeita. Pediu que se ouvisse no espaço e a malta em plenos pulmões teve todo gosto em fazer-lhe a vontade "All Night Long" (Lionel Richie).

All Night Longgggggggggggggggggggggggg,
All nightttt!

Os Keane? Pois não sei. A coluna vertebral acusou a falta de horas de sono, de cama e um Mraz com escola de sedução de rua que nos convence a entrar no ritmo como se não houvesse amanha e... deu de si. E sempre acabei a noite a descansar sentada num pedregulho com vista para o Douro.

sábado, 18 de julho de 2009

To be or not to be? Isso nem se pergunta.

Ah e tal que ninguém vai fazer o projecto de Doutoramento por mim. Ah e tal que segunda-feira às 15h30 tenho que apresentar o dito cujo (e ainda vai a 15%). Ah e tal que não consigo parar de bocejar e a manhã foi de aulas (sim, ainda) e chatices.

Mas... caramba, ah e tal que ninguém vai ver o Jason, a Colbie e a Gabriela por mim! Já os keane o mais certo é que alguém os veja por mim. Que por essa hora devo estar a roncar encostada a um pedregulho qualquer com vista para o palco, ali bem junto ao Atlântico e ao Douro.

ps: Caso algum dia, por algum infeliz acaso a minha orientadora descubra que este blog existe. É tudo mentira. Ficção. Estou a trabalhar na tese. Aliás nem fui eu que escrevi este post. Foi o Gato. É o gato. Miauuuuuuuuuuuu

Porque a saudade traz o melhor de nós.

Concertos. Pequeno almoço na praia. Aulas. Jantar de profs. Tese. Afins.

E ainda assim. Porque a Saudade traz o melhor de nós, o dia de hoje vou guarda-lo pela tua presença. Continuas a ser uma das poucas pessoas que me vê por inteiro, não julga por nada e salta em cima de alguém que se atreve a barrar-me o caminho.

Nunca me perguntaste verdades de nada. Nunca te fez diferença. Amigo defende-se sempre. Contra tudo, contra todos. E só se ataca brincando, com um sorriso e muitos abraços, antes, durante e depois. És assim.
Sempre foste. E com todos os teus defeitos e feitio estou tão grata por seres a pessoa que quando me vê no chão não pára para me levantar mas vai logo directa ao filho da puta (ou puta só, mesmo que seja a vida) que me deitou no chão para lhe enfiar uma chapada. Estou tão grata por estares de volta N. Já te disse? Estou tão grata por estares de volta N.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Qual é a coisa, qual é ela?

tem 3 linhas, vinte palavras, ameaça infernizar os proximos 36 meses da minha vida de cabelos brancos e vai ser vetada pela minha orientadora na proxima reunião...


?

Habemus titulum!

Que bem que escreve...

...esta "miuda".


No price is too high to pay for the privilege of owning yourself.
Friedrich Nietzsche

Abre as mãos, larga as amarras dos que não te pertencem, mantém-te são, estável, inabalável. Apaga as memorias que já não são tuas. Não sorrias e não chores. Não sejas quem querias ser, não sejas quem os outros gostariam que fosses, não sejas quem és. Não sejas ninguém. Volta-te de mãos vazias e, principalmente, cheio de espaço entre os braços. Volta-te como ser novo, vazio das coisas sem importância, vazio de histórias, de memorias, vazio de fantasmas. Volta-te como pessoa indefinida, sem conceitos, sem opiniões formadas.
Vais ter espaço entre as mãos para agarrares todas as oportunidade, ter lugar no meio dos braços para fortes abraços, espaço para aprender, espaço para amar. Vais ter espaço para te criares, ao lado de quem quiseres, como se fosse sempre a primeira vez. Vais ser tu, sem barreiras, aventureiro e livre. Vais saber escolher o melhor caminho, a melhor companhia. Vais ser teu e, vais saber dar o melhor de ti. Porque em ti não há nada do que foste, nada do que te fizeram ser. De ti, agora, existe um vazio pronto para preencher, um vazio pronto para recomeçar. Constrói-te, do zero, como se fosse a primeira vez.

(Re)Ergue-te e, começa de novo.
Se pudéssemos não escolheríamos todos começar de novo?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cats

O que queremos:


O que fazemos:

terça-feira, 14 de julho de 2009

A small step for man, a giant step for…


Hoje dei um importantíssimo passo no meu Doutoramento.


...Abri o Word.


[...]

ps: Agora se não se importam vou ali ver o “às 5 para a meia noite” e o “CSI” e o “Donas de casa desesperadas” e… dormir. Pelo sim pelo não deixo o pc ligado e Word aberto, pode ser que amanhã de manhã depois de ler os jornais me pese na consciência a folha A4 em branco.

ERRATA

Sôdona Jade manifestou-se contra alguns aspectos do texto anterior e insinuou-se contra outros. Aceito. Percebo.


A verdade é que o texto anterior não é sobre signos, mas sobre ser sagitário. E ser sagitário não poderia ser mais difícil, algo como um doce desespero, para nós e para os outros. Aqui fica, espero, de forma mais concordante:


Os sagitários não são conhecidos por serem simpáticos e afáveis. E sim por serem, arrogantes, impacientes, maus como as cobras. Gostam de se armar aos cucos, dizem. Chega-se mesmo a pensar que eles não têm amigos. Porque, honestamente, quem é que os consegue aturar?


Como uma grande constipação, persistente. E toda gente sabe que uma constipação é um BLUFF de uma gripe. Sagitários. Maus, agressivos, bluffers-armados-aos-cucos, imparáveis. O tipo certo de pessoa que queremos do nosso lado quando estamos mesmo mal.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sagitário and Others



Há quem chame ao sagitário ser arrogante e “complicadinho”. Não somos fáceis, é um facto. Mas estamos longe de ser sorumbáticos-a-fugir-para-o-picuínhas como os Touro, vai-tudo-abaixo-até-o-ultimo-tijolo-quando-for-embora como os Carneiro, indiferentes como os Capricórnio, ou tradicionalistas como Caranguejo. Sagitário só quer viver a vida, amar e ser feliz (viajando).

Temos mais de Gemeos, somos comunicativos, imaginativos, generosos e possuímos a mesma dualidade do ser. Como Leão, sofremos de paixões intensas, as coisas só fazem sentido por inteiro e nunca por metade. Conquistamos e fascinamos nativos de Escorpião (que sempre abandonamos após sufoco) e Virgem (onde o deslumbre se transforma em boas memorias).

Porque reconhecemos quem nos trata bem, deixamo-nos levar por Balança, sempre corteses, Peixes, que nos oferece toda a liberdade e afecto e Aquario, à nossa semelhança com uma visão muito pessoal da vida.


O sagitário está longe de ser um ser fofo. É um facto. Mas é um ser incrivelmente meigo. Possui uma leveza e alegria naturais que andam sempre de mãos dadas com a impulsividade. E isso para alguns, transforma o sagitário num incompreendido, exagerado, irrealista. Sagitário que se preze, é alguém que é Silly, fun and sweet. E se por um lado um sagitário é exatamente, “Not the kind of person you wanna mess with", pelo outro (que toda gente sabe que é um signo dual), será sem dúvida “The most caring person you will ever meet”.


Ps: Porquê Silly, fun and sweet? Porque alguém sagitário com personalidade de gato jamais se descreveria com “tonto”, “divertido” e/ou “fofo/doce”.

A quem de direito

Aos que perguntaram, Aos que queriam saber, A quem recebeu sms a dizer "Não vou.", A quem me convidou com gosto e não me viu aparecer, A quem deu com os telemoveis em modo off durante 4 dias, e por ultimo, a mim. Porque felizmente alguém conseguiu colocar isto em palavras, deixo-vos a resposta sem mudar nem uma virgula, porque até essas batem certo.

"Suponho, a bem da presunção da minha própria normalidade, que também vos suceda: acharem-se vazios, exauridos, esgotados, cansados e sem perspectivas, tão intelectualmente flácidos como um saco vazio, tão doentes do mundo como um fragmento de Bernardo Soares. Chamem-lhe mal de vivre, spleen, angústia existencial ou, como em Machado de Assis, "volúpia do aborrecimento" - o que quiserem. Estou doente e talvez seja das férias que nunca mais chegam ou da consciência aguda da inutilidade e do pouco interesse daquilo que faço. Como quiserem. Estou doente e talvez mereça uma sala de isolamento num hospital público, um plano de contingência, um período de quarentena. Façam o favor de me desculpar."

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Black and Blue

agora vou só ali cancelar os programas para as próximas horas.
limpar a agenda para os próximos dias.
e desligar os telemóveis.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Somewhere A Clock Is Ticking (and when it rings i'm gonna give up on u)

Talvez um dia, no futuro, nos voltemos a encontrar. Mas por agora, vai embora. E se me deves alguma coisa, paga-me com este único gesto: Não olhes para trás. Faz aquilo que eu já não vou nem posso fazer e entra nesse avião.

Não faças aquilo que eu faria, e vai por favor embora, sem te despedires de mim. Para que te possa matar dentro deste coração palerma e quem sabe, um dia mais tarde, voltar a olhar-te de sorriso nos lábios
e carinho no olhar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Se o meu Doutoramento falasse...

To Miss* Jade

*With a tiny bit of double sense

domingo, 5 de julho de 2009

As ultimas palavras à turma de H.

Com o relógio a contar os últimos minutos sentei-me com eles, e deixei surgir o silêncio. Não surgiu. É neste instante que H se levanta, olha para mim e sorri. Antes que pudesse sorrir de volta, H abre os braços e roda gritando, CALEMMMMMMMMMMMMMM-SE, não vêem que a professora quer falar?! H é o meu melhor aluno de sempre. E um dia hei-de explicar aqui o porquê.


Calam-se. H sorri de novo para mim e senta-se. Tiro então do pulso o relógio e viro para eles os brilhantes da Swatch que tão bem conhecem por terem marcado tantos tempos de velocidade, barreiras e minutos de futebol que perderam por se portarem menos-bem.



Meus amores, porque hoje é, – engulo em seco – foi, a última aula, quero fazer com vocês uma coisa nova. É algo a que não estão habituados e para isso preciso de 90 segundos do vosso tempo, do vosso silêncio. Assim que terminarem estes noventa segundos – pouso o relógio no chão – já não serei mais vossa professora. E isso só traz vantagens para toda gente. Eu não terei que aturar mais as birras do N, as queixas da C, o B a pedir para jogar futebol de 30 em 30 segundos. Não terei de ler mais livros de psicologia sobre como convencer a P para a fazer os exercicios ou a fazer alguma coisa que não seja ficar sentada… Deixarei de esgotar a minha paciência semanal em apenas 90 minutos não é R? E finalmente vou deixar de por o F de castigo!


Vocês deixarão de ter que fazer flexões e abdominais por cada segundo se atrasem além dos Um, dois, três, quaaaaatro… cinco segundos depois de ouvirem o apito. Sobretudo... vocês deixarão de levar com os sermões, secas e explicações sobre como se comportar, como falar e como agir enquanto alunos, meus alunos, rapazes, raparigas, colegas e… amigos que são.


É por isto que estes 90 segundos são especiais, porque são só sobre coisas boas. Porque servem para dar os parabéns. A todos. Porque permitem que vos olhe a todos nos olhos, e sorria a cada um. Todos vocês são especiais. A todos e cada um de vós, desejo as maiores felicidades para o ano, para a nova escola. Não se esqueçam que são colegas, tomem conta uns dos outros e… façam novos amigos. Porque é isso que eu e vocês seremos no final dos noventa segundos. Amigos.


Para terminar, quero apenas dizer que não aceito reclamações vossas. Durante este ano, ouvi muitas, ouvi todas, apesar de ter fingido e tentado ignorar algumas. Tal como vocês às minhas! Porque sim B, eu sei que preferias passar estes 90 segundos a jogar futebol! Hehehe. E não aceito reclamações porque quero terminar dizendo isto: Não espero que tenham aprendido algo comigo, porque sou vossa professora, sei que aprenderam. Tal como eu com vocês. Espero sim, que tenham gostado das aulas. E que se tenham divertido comigo tanto como eu me diverti convosco.


Eu não gostei, diz o G, e eu também não, diz o H,o tal meu melhor aluno de sempre. Os meus olhos abriram-se incrédulos e o meu coração parou por um segundo. O mundo entrou em pausa enquanto tentava perceber naquele 1 segundo o que tinha corrido mal. Enquanto me esforçava por tentar voltar a respirar… eu sabia que aquela conversa tinha sido uma má ideia, eu sabia, eu sabia… ouço os outros dizerem, nós também não gostamos. E com este choque o coração voltou a bater, o ar voltou a entrar e com toda a calma do mundo ia dizer-lhes que tinha avisado que não aceitava reclamações.

Antes de poder começar a frase oiço em coro, nós não gostamos, nós ADORAAAMOSSSS!!! Senti o vermelho-pimentão a alastrar pelo rosto. Para esconder a cara apanhei o relógio do chão e lentamente apertei-o no pulso. Volto a olha-los, pela ultima vez. Viro costas e vou apanhar o meu saco… na esperança de poder esconder a cara vermelha no teclado de um qualquer dos telemóveis enquanto deixo no ar a ultima frase.


Pois, pois seus graxistas! Mas as notas estão dadas e os 90 terminaram à cinco segundos atrás. Boas férias. Vemo-nos na praia.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sed’TORA

Hoje por muitas razões, tenho o coração pequenino. E aperta a saudade dos meus alunos.


Os deste ano despediram-se de mim com um ramo lindíssimo. As rosas mais bonitas que alguma vez recebi, que alguma vez vi. Eu despedi-me deles não pondo os pés na sala dos professores… Sentei-me no corredor em cima de uma mesa até terminar de assinar todas as camisolas de finalistas que me colocaram na frente. “Cara Peste, desejo-te sucesso e muitos sorrisos. Beijinhos, F.”


Professora, perguntam os finalistas, para o ano vai para a nossa nova escola? Sorrio. Não meus queridos, não vou. E se lhe pedirmos muito? Sorrio também com os olhos desta vez. Obrigada pelo convite, mas não é assim que as coisas funcionam, depois, acho que já é tempo de arranjar outro alguém para vos aturar. E claro, alunos de jeito para mim. Ou pelo menos não tão chatos. Riem eles.

Correm para mim os miúdos fantásticos de outra turma. Professora, professora, para o ano somos finalistas. Sim meu amor, eu sei, parabéns. Professora, passamos todos!!! Sorrio. Então muitos parabéns, a todos. Professora, já passou na nossa sala? Deixamos lá uma mensagem para si, gostamos muito de si. De sorriso aberto respondo, Obrigada.


Sed’TORA, já passou à sala 7? Deixamos lá mensagem para si no quadro. Não, N. ainda não passei, o G. já me disse, passo lá antes de me ir embora. O N.? Não é na sala 9, é na sala 7 nós também deixamos. Ok, N. passo lá daqui a pouco, beijo.


Não passei, à nove, à sete, à sala dos professores ou a outra sala qualquer. Sob o olhar das funcionárias e do restante grupo de educação fisica, fui raptada pelos 7 miúdos mais giros da escola para ir jogar voleibol e fui.