quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Confissões de fim de ano VI: Final(mente)

Já me pediu. Já me ordenou. Já me deu um ultimato... continuo sem conseguir e sequer tentar tratar por tu. Fica para o dia em que trabalharmos na mesma escola. Ainda assim, não há melhor forma de terminar o ano, do que ver reflectida a nossa imagem, nos olhos e palavras de alguém, que só vê o melhor de/em nós. E nos conhece desde sempre.

E porque este blog é meu, que sou sagitário e faço anos quase no fim do ano, o balanço como sempre, foi feito na mudança do numero das velas e nunca ao 31 de Janeiro. Mas para 2010 ficam (não desejos mas) vontades.

Que as pessoas que desapareceram neste ano por opção, não voltem, que não são bem-vindas. Que as pessoas que vieram em 2009 permaneçam. Que a opção profissional a tomar, mais do que ser a certa, me traga sorrisos. Que publique o meu primeiro artigo. Que em 2010 venha NY e/ou novos países. Que 2010 seja tranquilo (nas escolas, no país e na saúde). Porque 2009 fica bem em video humorístico mas não me deixa saudades.



Seja 2010 um ano Ludere causa ludendi.


Confissões de fim de ano V: Será desta?

Há coisas que adiamos insistentemente.

A folha A4 na minha frente, roubada à caixa de postais e cartas, tem a data do dia internacional da mulher. Faz-lhe referencia e marca um café. Esse “café” é marcado, remarcado e adiado há nove anos.
Mudei-me para uma cidade diferente durante anos. Vivi num país diferente no entretanto. E do outro lado desculpas tão ou mais validas.

Há coisas que adiamos insistentemente. Mesmo sabendo que nos fazem bem. Há coisas que adiamos insistentemente. Precisamente porque sabemos que nos fazem bem, ter algo bom a esperar.

Ainda assim, eu que detesto e evito mudar de ano com assuntos pendentes… recusei-me a mudar de década com esse café pendente. Ou acontecia ou era desmarcado. E não é preciso saber muito de mim para perceber que se desmarcado só cadáver e arrastada lá apareceria um dia. Ou com o melhor dos argumentos… que nos sagitários não aceitamos chantagem de espécie nenhuma mas somos sensíveis a argumentos lógicos e parvoíces que seduzam o nosso coração de manteiga.

E cumprindo o acordo firmado há alguns dias, à hora dez do último dia da década lá estou. Se não for para ver respondidas e responder a tantas das perguntas que foram durante todo este tempo remetidas para o famoso café de horas, que seja para receber um abraço da pessoa que melhor os dá no mundo. Não há outro assim.

nota: E agora vou-me deitar, não vá o corpo fazer das dele e deixar-se dormir para lá do que pode e fazer-me a mim adiar o inadiável.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Confissões de fim de ano IV: a Escola

A escola onde a minha mãe trabalha tem exactamente a minha idade. No dia em que a escola abriu oficialmente e ela passou o portão, eu já ia dentro da barriga.

Descobri muito cedo que uma escola vive muito além das 9h às 17h, dos quadros, mesas, cadeiras, alunos e professores. Nos primeiros anos e quando a minha mãe pertencia ao nocturno fui alternando o crescer com a minha avó e o crescer numa escola. Durante anos, jantei muito cedo e vi o meu irmão e o meu pai a saírem para levar o jantar à minha mãe. Durante mais alguns, fui com a minha mãe de noite até à escola, levar o jantar ou fazer companhia a alguma amiga tivesse um furo no horário ou professora que fosse de longe.

Como não havia música à noite nem aulas no bloco principal, o presidente do executivo/professor de musica/amigo da minha mãe - que dava a ideia de viver ali - abria-me a sala de música para que pudesse ir até ao piano brincar com escalas e desafiar a minha criatividade de criança. Desde cedo percebi que quem trabalha no nocturno não funciona bem da cabeça. Quando me tornei professora, pesada a brutalidade do horário para o corpo, mente e sobretudo a vida pessoal, percebi que é impossível que assim não seja. Mas quando criança, eu adorava aquele ambiente. Há algo de intimista (às vezes demais…) numa escola à noite. Entre professores. Entre alunos. E mesmo na relação professor-aluno.

Numa das muitas noites em que a minha mãe me pegou pelo braço para lhe fazer companhia numa visita à escola, era eu quem levava um saquinho de plástico. Assim que entrei na sala de professores, toda a gente me sorriu, como sempre, mas desta vez acrescentando uma vénia. Não demorei muito a descobrir que dentro do saquinho seguiam umas quantas alheiras de Mirandela, que havia quem tivesse levado broa de milho, e outros de Avintes, queimador, álcool... tudo. E agora que escrevo isto, não me lembrando, só consigo imaginar a minha desilusão ao descobrir que ninguém levou sobremesa.

Tornei-me a mascote daquela escola. Passei lá tantas horas à noite e tantas tardes nas férias que era considerada a princesa da escola. O executivo mudava. O corpo docente mudava. Os funcionários mudavam. Eu reinava… O campo de jogos e atletismo eram só meus. O trampolim e colchões estava sempre montados na sala de ginástica para que pudesse saltar. E se me cansasse de tudo isto pegava nos livros de ponto e sentava-me num dos sofás da sala a ver caretas de alunos.

Não estranhei que assim que entrei como aluna no 5º ano todos se lembrassem de mim. Que todos os meus professores, funcionários e outros tivessem andado comigo ao colo. Estranhei sim… descobrir que mais que eu e a minha mãe havia alguém que também reinava e partilhava a adoração daquela escola.

Ela, é a professora que encontrei há dias. Prometeu-me todos os anos, desde que deixei de ser sua aluna e da escola e sempre que visitava a minha mãe, que um dia daríamos aulas e a governaríamos juntas. A escola.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Confissões de fim de ano III: outros olhares

A Jade um dia escreveu sobre as memórias de uma antiga escola e uma aluna em particular que em caso de crise, lhe lembravam porque andava nesta vida. Eu conheci esse texto quando já era professora. Conheci-o pelos olhos e voz dessa linda menina ex-aluna dela. E compreendi, como se estivesse em frente ao espelho, o seu olhar e sorriso enquanto lia.

Nunca disse à Jade que sem a conhecer tinha passado a gostar dela. Que era por isso que a lia. Porque ela escreveu e tornou real o lado da história que não era o meu. E que mesmo já tendo mudado de lado, jamais o poderia escrever eu, sobre pretensão de soar a falso. Embora nunca o tenha dito, devo-lhe isso.

E devo à menina linda, ex-aluna dela e ex-caloira minha, a liberdade de ter encontrado um espelho nos seus olhos e palavras antes e depois de ler.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Confissões de fim de ano II: Aluna

Como a minha vida é cheia de ironias, absurdos e repetições, a pessoa que mais admiro é uma mulher, loira, magra. Fã de benetton, salsa e sempre com as botas (sua imagem de marca) mais fashion do mercado. Professora de Português e Inglês. Adorada pelos alunos.

Ela conheceu-me desde sempre. Viu-me durante anos, crescer, saltar e correr por baixo de mesas, sala de professores e corredores fora, brincando com filhos de outros professores. Eu, conheci-a quando tinha 9 anos, e ao entrar na sala no dia de apresentações me tratou imediatamente pelo diminutivo restrito à família. Sorriu e perguntou-me se me lembrava, se a conhecia. Eu sorri de volta e com alguma superioridade disse-lhe que devia ser a quinta pessoa que me perguntava aquilo naquele dia.

É indescritível como ela, que me deu aulas apenas nesse ano, me marcou enquanto professora, enquanto mulher, enquanto mãe, enquanto ser humano. Segui todo o básico e liceu sem lhe perdoar (injustamente, que já deixei de ser adolescente há uns anos) o facto de não ter dado continuidade à minha turma e ter seguido com os “nojentinhos” da turma C por mais um ano. Ela, sempre me abraçou e disse que não teve escolha. Porque nunca acreditei e nunca lhe deixei de lembrar a cada vez que falávamos… tirou cópia do processo para me mostrar que a minha memória me trai desde esse ano. Nesse ano de que falo, seguiu para a formação, na expectativa de poder manter uma turma à escolha. A minha. A nossa. Embora me custe admitir não creio que lhe seja alheio o facto de ter ponderado durante anos “ser professora de inglês quando fosse grande”.

No outro dia quando a encontrei, falamos sobre tudo isso, novamente. Ela sabe por alto, e jamais pela minha boca, que no ano em que nos “abandonou” eu me tornei completamente objecta ao inglês. Continuava a falar um inglês correcto e evoluidíssimo para a idade, mas usava-o para dizer à nova professora que não me chateasse o juízo e me deixasse estar no meu canto. Esta provavelmente e com razão achava que eu era completamente idiota e tratava-me nessa base. E quase virei, ou virei mesmo, por algum tempo aluna de 3 ou de 2.

Confissões de fim de ano I: visita do passado

Aqueles que conhecem a minha mãe, sabem que é impossível dizer-lhe não. Os que tentam dizer, não, cedo percebem que não vale a pena… acabarão a fazer o que ela pediu (ou será mandou?), seja contrariados ou sem dar sequer por ela.

E é por isso que os que a conhecem, sabem que 5 minutos depois de ter publicado o ultimo post já estava a ser posta na rua, a pontapé, com o rótulo de menina de recados na testa, checklist de 50 assuntos a resolver na carteira e meia dúzia de presentes na mala do carro para entregar. Tudo dela, claro. Inclusivie o carro...

E assim acabei (também) na véspera de natal a entregar dois presentes àquela que foi ,há mais de 15 anos, a minha primeira professora de inglês e DT.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal ao estilo da TAP & ANA

Apesar de já ter assistido a muita coisa estranha em aeroportos e estações de comboios, Portugal e Europa fora. Que pena que eu tenho de ainda não me ter "calhado" assistir a uma destas "coisas" ao vivo. Ontem foi assim, em Lisboa, no aeroporto, com os cumprimentos da TAP e da ANA.

Eu fico-me pela lareira, sofá, livros, comida, filmes e família tudo num espaço de 200m2. E não queria estes dias de nenhuma outra forma. Feliz natal para vocês, se possível ao estilo da TAP, ou como quiserem.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Podes fugir, mas não te podes esconder.

Para quem se perguntava qual era o desastre/complicação/problema/estrago que me tinha acontecido neste aniversário, aqui está ele. Demorou mais uns dias a chegar porque andei a reduzir a minha vida ao mínimo indispensável - a ver se conseguia passar pelo menos um aniversário sem um destes momentos ou historias. Mas...

Não basta uma gaja ter de colocar o triângulo na autoestrada debaixo de um diluvio e esperar duas horas, pela assistência, sem rádio, sem vidros, sem ar condicionado, sem luzes....

... eis que durante um acesso de fúria de trombas após perceber que não me valeu de nada estar até às duas da manha a preparar papreis e reunião, alguém bate no vidro. Podia te-lo conhecido num café, num bar, na rua... Não! o senhor giro, jeitoso e simpático da GNR, aparece-me quando eu estou com uma tromba de todo o tamanho, vestida com um colete verde-radioactivo e a pelugem do carapuço do casaco até ao queixo. Não há nada que resista a isto.

Anyway... com o carro já na oficina e fora do reboque conheci o (filho do) mecânico do meu pai da melhor forma. Comigo já fora do colete e com ele de calças feitas à medida, de costas, debruçado sobre o capô do carro. Eh eh eh.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Caro S. Pedro,

Há algo de muito errado quando eu, que moro à beira-mar, tenho de enfiar na mala do carro um saco cama, sumos, barras de cereais e garrafa térmica com chá quente... além do portátil e da pasta A4 com artigos, para uma simples reunião de Doutoramento. Não vá acontecer como em Janeiro e ter de ficar horas no meio da neve até poder voltar para trás.... e 3 dias até a estrada reabrir para regressar a casa.

Dá lá uma folgazinha à chuva e neve e gelo e vento amanhã. É que gostava de passar o Natal em casa (mesmo com este frio todo) e não no fundo dum vale da A4 ou ip4. Em troca, prometo que também te coloco nos agradecimentos da tese, ok?


nota: 800 21 01 01 é o numero verde do serviço nacional de trânsito e dá um jeito do caraças e este site também.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Last xmas

O David (Fonseca) cumpriu a tradição dos últimos anos e mandou ao fim da tarde um e-mail com uma musiquinha nova. Bem, uma cover vá. Diz ele que posso partilhar, aqui fica.

Vamos lá vestir o Pai Natal de AZUL, sim?!

Já coloquei a lenha direitinha no cesto anexo à lareira. Já tenho a camisola do fcp em cima da cama para vestir à hora certa e a tv também já está ligada na sportv. Falta só ir comprar as ruffles de presunto no forno (pelo menos é o que lá vem escrito) e a melhor invenção da coca-cola dos últimos anos: uma caixa de mini garrafinhas. Depois de enfiar a pizza no forno fica tudo feito. E aí é só com os rapazes....

que têm de correr, marcar e ganhar aos lampiões.



VAMOS LÁ que, amanhã quero ir de cabeça erguida para a escola, ler o que o Pedro Ribeiro tem para dizer e em 2010, ver os miúdos a deixarem equipamentos vermelhos em casa!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Stand by me

A melhor sensação de viajar é o regresso.

Voltar sabendo que pertencemos a algum lado ou alguém. Se a sensação de chegar não existe então não viajamos... vagueamos apenas, mundo e tempo fora.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Shadow vs Gaja

A Gaja escreveu este post de chorar a rir (a expressão é assim mas o sentido é inverso, de rir até chorar, portanto). E a malta tem chovido aqui, vinda do tasco dela.

Provavelmente as 40 /50 pessoas que já vieram recambiadas de lá, estão à espera que eu lance algum passatempo, do género da Pipoca, a oferecer "Botijas de água quente" ou então querem saber que tipo de problema tem a mente que se lembra de sair por aí a oferecer sacos de agua quente a alguém que não conhece de lado nenhum. Assim sendo:




À malta que também quer uma botija:

É pá... não me parece.
A não ser que ganhe o euromilhões logo à noite. Aí prometo que volto à Home Studio a comprar o resto do stock da "botija à lá Gajá" e trago mais algumas da Natura que também são bem fofinhas. E nem é preciso vencer passatempo ou comprovativo de que estão a rapar um frio de todo o tamanho nos pézinhos, deixam só a morada.



À malta que quer só saber que raio me deu para responder ao pedido e enviar MESMO a botija (ainda por cima gira):

Não quis ler um post em que a Gaja, levada à loucura pelo desespero e frio, descrevia como apanhava um dos gatos, o enchia de água quente, enfiava uma rolha na boca e passava a dormir quentinha. É que este blog é CAT FRIENDLY.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

17 de Dezembro


Acabei de receber cá em casa uma flor muito parecida com a da foto. E uma caixa cheia de presentes LINDOS também! O aniversário chegou cedo este ano... e que bom é.

E para vocês que aqui passam, um BOM DIA!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tomorrow


O ano passado era um bolo de chocolate em forma de flor coberto de morangos e umas bagas amarelas deliciosas.


Acho detestável e irritante estar a receber mensagens há uma semana a dizer que só vou receber as prendas depois do Natal. As vezes é tão triste ser Sagitário....

Querido Pai Natal,

O Red Bull Air Race vai mudar-se para Lisboa. E eu só gostava que nascesse um pinheiro de natal entre glúteos de quem se lembrou de roubar, sem aspas, este evento a Gaia e Porto.

Porque quem vai pagar o custo de 3 vezes mais? O Instituto de Turismo de Portugal? A Caixa? A EDP? A PT? És tu Pai Natal? E com isso não roubavam outra qualquer cidade da Europa? E não era melhor?

Pronto, era isso, queria que fizesses nascer um pinheiro de natal com as decorações e tudo no rabinho desses senhores. Ah, e que trouxesses para o Porto o Cirque du Soleil. Pode ser? Obrigado.

Neve para os ricos e chuva para os pobres

Dia e horário de aulas e os meus ex alunos estão todos online no messenger. Why? Simples. Está a nevar e a escola nem chegou a abrir... Mais um ano que comprova a regra: a escola fechou todos os anos menos aquele em que lá dei aulas!

Estava aqui a pensar como é que esta poderia fechar... a única hipótese seria um tsunami... e ainda assim, não um qualquer, que do portão da escola à praia ainda são 3km.

Pronto. Vou trabalhar, terminar e imprimir as avaliações (a minha auto-prenda de anos) e dar aulas que não tenho a sorte dos outros.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Doutoramento

O meu recurso foi o único aceite e ganhei a bolsa de Doutoramento. Por esta razão a minha orientadora está aos pulos a ligar para a restante malta do laboratório a dar a boa noticia. Eu, estou exactamente com o mesmo rosto de quando abri o e-mail. É certo que ser Investigadora (remunerada é agora a diferença) da Fundação Ciência e Tecnologia é giro. É bom. É óptimo. É excelente... não único mas quase!

Mas dá cabo de mim não ter a certeza se vou continuar a dar aulas. Tal como ter 2 pessoas a quem quero tanto contar mas, manda o bom senso que protege o meu coração que é melhor não o fazer.

nota: E assim se vê quanto sou brilhante e parva e idiota. Ganho uma bolsa de Doutoramento e fico com o coração em frangalhos. Diz a minha mãe que é a melhor prenda de aniversário. Digo eu, aqui entre nós, que é mais um dos desastres e fenómenos absurdos que me acontece nesta data.

nota2: Pelo menos a minha orientadora está aos pulos. E é impossível não sorrir a isso.

Adenda: Têm chovido mensagens a considerar a bolsa uma grande e antecipada prenda de aniversário, aqueles que se vão esquecer do meu aniversário chamaram-lhe de Natal. Logo vi-me forçada a perguntar quem gostaria de receber 2tl de tijolos como prenda? Não é uma casa, nem um terreno. São tijolos. E mês a mês um bocadinho de massa. Visto assim 2tl de tijolos, muito trabalho, muita pressão e muita responsabilidade não parece tão bom assim. Só é uma coisa extraordinária se atingir a meta. E ao contrário dos demasiado crentes está a anos luz de ser tão fácil assim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Post scriptum do post anterior

Chegou o destino. O jantar de natal de hoje... agora é quinta. Pode ser uma análise idiota, mas acredito honestamente que seria interessante jantar no meu dia de anos fora de uma escola. Já lá vão quatro anos!

Nota: Lembram-se de eu dizer que algures pelo meu aniversário as coisas avariavam? E que não eram coisas fatela mas das mais importantes? Pronto, está um frio como nunca e... Foi-se o esquentador. Obrigadinha! E agora vou tomar banho à praia que a temperatura deve ser a mesma do chuveiro.

Então e o que vais fazer no teu dia de anos?

Sei lá! Ele há com cada pergunta... Detesto surpresas. Detesto aglomerações. Detesto que me cantem os parabéns. Detesto que olhem em busca exaustiva por alguma ruga ou cabelo branco. E detesto andar a levar com esta pergunta aos pontapés (cinco euritos por cada vez que a oiço é que era).

Certo que, não me importava nada passar o dia em casa, à lareira, sem aturar ninguém (e que dessem as aulas desse dia por mim)! Mas o mais provável é que vá almoçar pelas orelhas com alguém e que na escola me marquem reunião pelo fim da tarde.

Então e o que vais fazer no teu dia de anos? Olha, vou esperar pelo destino e depois vejo se lhe consigo fugir.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Há dias e fases em que...


Gosto tanto do meu Doutoramento que enfio o iPOD nas orelhas e passo a tarde toda a aspirar e lavar o carro. E arrumar a estante. E o quarto. E as meias...

... e anda cá gato que também vais ao banho.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Público.pt

Cara malta ou individuo/a do Publico.pt que anda por este blog,

Certamente que estará perdido!

Além de aqui não existir nada de interessante, este blog é um espaço com tantos temas e devaneios que chega a não ter tema nenhum! Pior, permita-me o auto-elogio de o informar que este blog fica aquém do 24 horas ou Correio da manhã! O que saberá certamente que não dizendo nada, quer dizer muito.

Em caso de por aqui andar perdido, clique ali no "X" no cimo da página e verá facilmente o seu problema resolvido. The X marks the spot! Em caso de, por algum motivo além da minha compreensão, se encontrar aqui de forma propositada, só lhe posso confessar o meu alivio pela ministra de educação já não ser a mesma. E por a Marg@rid@ Moreira, não fazer ideia que pertenço à DREN! Ups, acho que não devia ter dito isto!

Eh eh eh

Desafabo

Ontem quando saí da escola para o estacionamento em frente, um pai que tinha ido buscar o filho à Pré do lado ia sendo albarroado na passadeira. Ficou a bradar aos céus a imprudência do outro. O outro, que também era papá e conduzia o carro com o filho no banco da frente lá seguiu provavelmente a queixar-se de que o senhor e o filho de 2 anos iam demorar muito a atravessar para o tempo dele.

Hoje a ir para a escola, só me apeteceu parar o carro e ir partir a cara a um papá que conduzia a filha de 2 anos não só do lado de fora do passeio como com um pé na estrada (nacional!). Quando fiz a curva a miúda tentou tocar no carro com a mãozinha. Eu tentei desviar-me sem me despistar. O papá seguiu impávido e sereno... enquanto eu o fulminava pelo retrovisor e tirava o coração da boca.

Sem querer generalizar... mas usando a força da expressão, os novos papás deste país devem ter jogado consola a mais. Onde as personagens têm várias vidas antes do GAME OVER e as pessoas nas passadeiras, mesmo crianças de dois anos, dão pontos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

10 de Dezembro de todos os anos

Escrever-te.
Não creio que saibas o quão difícil é escrever a ti ou para ti. Hoje, gostava de pedir, de novo emprestadas, as palavras do Vinicius do seu soneto de aniversário. Mas não posso. Roubei e entreguei-tas o ano passado. Tu, como mulher de bom gosto, ficaste com elas. E eu como ser inconsequente e impulsivo, não pensei a longo prazo e fiquei sem elas.

Hoje neste teu dia, apetecia-me reduzir-te a palavras. Escarrapachar aqui quem és. Seria ao mesmo tempo um exercício de cobardia e de coragem e um dos melhores textos que já escrevi. Não porque tenha passado a escrever melhor hoje, ou porque conheça as palavras, que não conheço, que seriam capazes de te descrever. Não. Seria um dos melhores textos porque teria cor. Todas as cores. Teria cheiro. A cidade, a passado, a Europa, a leste, a presente, a sol, a infância, a lugar secreto, a abrigo, a palco, a futuro. Teria suspense e dúvida… daquela que gostas de deixar no ar com o teu toque de intangível e enigmática. Teria som. A chuva, a mar, a ervas a bailarem ao vento. E se pudesse ter um sabor seria a chocolate. A todos. Aos bons.

Este texto, se o escrevesse, teria tudo. Só não te teria a ti. Que és única. E é por isso, que neste TEU dia especial, queria escrever qualquer coisa, mas só me sai que… Amiga, gosto de ti o suficiente para não o escrever e ficar aquém, até da tua sombra. Feliz aniversário.



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sweet December

A reunião de Doutoramento foi cancelada, não por mim que já gastei os créditos todos para cancelar reuniões até 2010, mas pelas "chefes". O almoço deste dia oito que acontece há 28 anos, e que só falhei quando vivia na Roménia (ainda assim tive de andar 3km a pé, literalmente na terra do Dracula, até encontrar um telefone para ligar para casa e dar os parabéns aos meus pais), foi cancelado, que decidiram viajar os dois. O trabalho da escola ficou adiantado quando ainda pensava que tinha família e doutoramento a entupir a moleskine. E os telefones desligados para ninguém remarcar nada. E por isso hoje tornou-se um dia perfeito...

Acordei quando o corpo quis e alimentei-o com chocolate quente e torrada para pequeno-almoço. Vesti roupa de gente e segui até à praia para tomar café e fazer os 5km de marginal a pé. Um fim de tarde lindo, sem vento e com o mar a engolir as nuvens e o ultimo centímetro de sol. E quando me preparava para seguir em direcção ao carro, começo a ouvir “lá vai ela. E ela sabe que… ela é bela”, ao passar por uns rapazinhos que podiam ser os irmãos mais velhos dos meus alunos.

E pronto apanhar uma pizza antes de vir para casa. Banho. Ver o Porto a ganhar na champion’s e ter o “Amanhecer” ali ao lado da manta para ler quando terminar o jogo. Perfeito.



nota: Eu que só gosto das iluminações e canções de natal depois do dia 18, gosto mesmo das do casino. Ali ao lado da praia, com figuras simples, enormes e de muito bom gosto. Gosto. Ah, e o que eu gosto de praia em Dezembro.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Falling Slowly

Hoje enquanto por entre as brincadeiras ias dizendo e repetindo que me amavas, quis tanto, tanto cantar-te isto ao ouvido.

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now

Falling slowly sing your melody
I'll sing along

Ainda o Eclipse

ele sobre ela:

Há pouco estavas a questionar-te sobre isso, o que me poderia motivar a ficar... porque sentia-se tão desnecessariamente culpada. Ela recordou-me como tinha sido difícil quando me fui embora - e como continua a ser de cada vez que me ausento. Ela sente-se horrivelmente mal por ter usado esse argumento, mas tem razão. Nunca vou ser capaz de a compensar pelo que lhe fiz; mas de qualquer maneira, nunca vou parar de tentar fazê-lo.

ela para ele:

Quero que me chames todos os nomes feios de que te lembres em todas as línguas que conheces. Quero que me digas que sentes nojo de mim e que te vais embora, para que possa prostrar-me de joelhos e implorar-te que fiques.


Eclipse - Stephenie Meyer

sábado, 5 de dezembro de 2009

A Iruviene tem um gosto musical do caraças!



roubado daqui. E eu, que ainda não vi o New Moon, digo que, isto em loop, o chocolate quente aqui ao lado na canequinha, a chuva lá fora e a manta são a companhia perfeita ao Eclipse. Duzentas e trinta e sete páginas já foram. Faltam trezentas e sessenta e quatro. O Doutoramento que se escreva sozinho e as avaliações dos putos que esperem mais uns dias. Assim está perfeito para um dia de Dezembro.


passagens do Eclipse - Stephenie Meyer:

Mesmo assim, acho que ele percebia o que se passava dentro de mim. Em parte, pelo menos. Naquela manhã, ao acordar, tinha um bilhete na minha almofada:

Vou voltar tão depressa que nem vais ter tempo para sentir saudades minhas. Cuida do meu coração - deixei-o contigo.

............................................................................................................

Sou território neutro. Sou a Suíça. Recuso-me a ser afectada pelas disputas territoriais entre criaturas míticas. Jacob é da família. E tu és... não exactamente o amor da minha vida, porque espero vir a amar-te muito mais tempo do que isso. És o amor da minha existência.


Ainda a propósito do Mundial 2010

e do Dunga (não o dos 7 anões) ter dito que Portugal era o Brasil B:

"O que começa por B é Brasil e não Portugal. Há por aí algum equívoco. Ganhar o Mundial é um sonho, mas há sonhos que se concretizam!".
JN Pinto da Costa


nota: Com o Pinto da Costa a apoiar o Queirós acho que vamos lá. O homem sabe do que fala que foi campeão europeu e mundial DUAS vezes.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Charlize Theron 10 – 0 Mão.de.França

A Charlize Theron, tinha como papel ajudar o Jérôme Valcke (secretário-geral da FIFA e fancês), no sorteio das equipas para o Mundial de Futebol de 2010. Ontem, no ensaio, quando saiu a bola que continha o nome da França, gritou: “Irlanda!”. Ora a piada e bicada virou notícia em jornais de todo o mundo. E com ela meio mundo sorriu (quem não achou piada foi o tal secretário-geral…).

Foi esta a razão principal para, terminada a aula, ter saído a correr da nave desportiva até a tv mais próxima: Ver o que iria fazer, hoje, a Charlize Theron quando saísse a França.

Confesso que estava à espera que ela desta vez, à séria, não fizesse nem disse nada. O que não esperava era que o totó do Jérôme metesse a pata na poça e, assim que surgiu o papelinho da França ordenasse à plateia, “Piileasee NO comments”.

O curto burburinho deu lugar a um silêncio pesado, e então, a sul africana que se tinha comportado lindamente e dava a ideia de não querer manchar o momento., não resistiu à deixa perfeita, sorriu para a câmara e disse: “I think, that sometimes, NO COMMENTS speaks louder than words”.

Eu, sorri com ela. E pronto, calhou-nos o Brasil. Aguardam-se as piadinhas ao Deco, Pepe e Liedson. Mas isso não me interessa nada… que a Charlize Theron deu dez a zero à França e isso soube-me a chocolate. Já gostava. Agora virei fã.

2 weeks to being old

A maioria dos meus amigos este ano fez 30. Os que faltam vão andar lá perto. E por isso passei este ano a aturar crises de identidade na semana que antecedia as velas de cada um. Eu que continuo mais perto dos 20 que dos 30, não ando para aí a perguntar-me "E agora" nem "o que era suposto a minha vida ser" ou "o que era suposto ter feito ou fazer" ou outra qualquer pergunta parva dos trinta.

Ainda estou longe dos trinta e ainda acho estas perguntas idiotas, mas já começo a espernear. "Estou velha, estou velha, estou velha". Dizem que não tenho ainda idade para ser gente... mas o que eu queria fazer outra vez 21 ou 22. Era tudo.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A cozinha e os sagitários

Não é impossível, mas é coisa rara, ver um sagitário calado o tempo todo. E é nesses dias (além das festas) que é possível vê-los na cozinha entre tachos e panelas a criar um prato novo ou a fazer três famosos e respectivas sobremesas.

Quem nos conhece, assim que nos vê a cozinhar diz "Ui que bom!". Quem nos conhece diz "Ui que mau!" logo depois de dizer "ui que bom!" e termina com um "Volto mais tarde, guarda-me um prato no forno". E sai sem esperar resposta que não vai chegar.

- Então como estás?
- Fiz panados de peru, queijo e fiambre no forno, com basmati de legumes e crepes de chocolate derretido com gelado.
- Ligo-te no fim-de-semana?
- É melhor.

ps: Nem tudo que é sagitário cozinha bem. Aliás, nem tudo que é sagitário cozinha, ponto. Que os que cozinham esses cozinham bem. E nestes dias é vê-los no sofá agarrados a um qualquer livro ou a serem hipnotizados pela tv.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Speedy Gonzales



Está a chegar a ultima aula do período. O meu aniversário também. E só por isso sou gaja para dar aulas na ultima semana ao som disto.

LA LA LÁÁÁÁÁÁÁ Speedyyyyyyy Gonzalesssszzz
LA LA LÁÁÁÁÁÁÁ

I will use Google before asking dumb questions

Ontem liguei a uma ex-aluna minha, que mais dia menos dia está na faculdade, a desejar um feliz aniversário. É uma sagitariana linda, por dentro, por fora. Um verdadeiro pirilampo. Diz ela que tem saudades minhas... Não faz ela, ideia as saudades que tenho daquele ano, daquela escola, daquele verde e daqueles miúdos quase da minha idade.

Eu perguntei-lhe pelo namorado de sempre, o meu melhor aluno até hoje, e fiquei a saber que virou ex. Ups. Ela perguntou-me por uma das minhas melhores amigas, ex-professora dela também, ficou a saber que virou também ex. E por uns minutos ficamos quites nas perguntas candidatas ao prémio cada tiro, cada melro. Até que...

"Então e quando volta para cá, para a escola, para nós?" Sorri e expliquei que aquela pergunta tinha sido ainda mais parva que as outras. "Assim que o destino me deixar vou a correr. E se puder chego um dia antes. Já não devo chegar a tempo de ti. Só espero chegar a tempo de mim."


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

5 para a Meia-Noite


Eles voltaram hoje, os cinco, na dois. E ainda bem. Melhor ainda são os convidados previstos para as noites desta semana. Promete. E hoje não correu mal ;-)