sexta-feira, 30 de setembro de 2011

If it makes u happy


Aqui está o anuncio que falava no outro dia. Gosto tanto... tanto!


"Se chegar a casa o faz feliz; Se não fazer nada o faz feliz; Se estar acompanhado o faz feliz; Se experimentar coisas novas o faz feliz; Se o barulho da chuva o faz feliz; Se sonhar o faz feliz; E então se é assim tão simples, por que não está feliz? Porquê? A felicidade vem de dentro de casa."

About today

Conhecem aquela sensação do dia após uma boa partida de ténis? Seja a comer, a ler, a ver televisão ou a dormitar no sofá:  a cada inspiração, por mais curta que seja, sentimos todas e cada uma das costelas.
Nesse dia, tudo nos doí e há muito que nada nos lembrava e fazia sentir tão vivos. 
O destino (onde se lê destino deve ler-se toda a cambada de filhos da mãe que encontramos nesta vida) também nos prega partidas. E por isso, nesta vida às vezes tem de ser mais do que reaprender a andar. É preciso reaprender a... respirar!

....E aquela primeira, nova, lufada de ar fresco tem tanto de dolorosa como tem de, leveza e de... vida. 





quinta-feira, 29 de setembro de 2011

To Whom It May Concern

Este Blog vai mudar de cara... de nome... de morada. Em parte por aquilo mesmo que escrevia a Sílvia no outro dia. Assim, to whom it may concern...

é só deixar aqui nos comentários mail ou blog... para indicar a futura/nova morada!

PS: todos os mails estão a ser anotados e os comentários apagados (por vocês e por mim) para evitar "confusões" e spams e coisas. Nova morada, seguirá em breve.. e este será APAGADO.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aceitam-se condolências.

Cometi um erro de centenas de horas de trabalho aqui no laboratório. Só existem 4 pessoas capazes de resolver. Uma sou eu... e passa por refazer quase tudo. 

Tendo em conta que a culpa é minha e que as outras vivem a) Barcelona; b) Rio de Janeiro, vou deitar as mãos ao trabalho mal acabe de me chamar nomes. 

Coisas que eu queria ter sabido antes de entrar em Phd #2

Running in circles,
Coming in tails.
Heads on a science apart.

Nobody said it was easy. 
No one ever said it would be this hard. 
Oh take me back to the start


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Coisas que eu queria ter sabido antes de entrar em Phd

No doutoramento só somos tão importantes quanto a proporção de importância do nosso orientador(es):

- Se ele não é ninguém na universidade, jamais seremos alguém para todos os outros.
- Se ele é Rei, seremos príncipes - mesmo em caso de inteligência digna de sapo.
- Se ele é persona non grata, isto é o equivalente a termos nascido com lepra.
- Se ele/s têm princípios e correcção de valores ao nível do branco e preto, todos os outros acham que somos tapete, e tapete toda gente sabe que é para calcar.

..E acreditem que ser tapete não é fácil, em dias como hoje tenho a certeza que mais valia andar com um alvo pendurado ao peito.

sábado, 24 de setembro de 2011

A blessing in disguise

- What do you cheerful people say when something crappy happens and they make it sound like it wasn't crappy? 
 - A blessing in disguise? 
 - Yeah. Maybe that's what this is.

Passa das 4h da manhã de sábado. Ontem foi um dia bom, um dia cheio. Um dia onde as coisas más passaram  para 2º, 3º e 4º plano e o Porto -  Benfica, também (impensável)

Hoje, foi um dia bom, francamente bom. Podia dizer que terminou às 2h da manhã, quando regressei do jantar e sofá de gente amiga, para o sofá cá de casa. Mas não terminou. Terminou agora, com uma lágrima a marcar o rosto e mergulhar numa das almofadas do sofá. A culpa: é da Grey, e dos quase 90 minutos de episódio, que marcam o regresso da serie e o inicio da 8ª temporada. Não bastasse já, puder ver e matar as saudades destes meus amigos, o episódio 2 em 1 é, brilhante! Hoje, foi um dia bom, francamente bom, cheio de amigos (os de carne e osso e os outros) que tanta falta e bem me fazem.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

When Tomorrow Comes

Faço parte das pessoas que saiu de casa dos pais quando entrou na universidade. Na parede do meu novo quarto tinha um mapa de Portugal, e cada amigo que fui conhecendo e por ali passava, colocava um pionés colorido para marcar a cidade ou o sitio de onde vinha. Quando cheguei ao fim do primeiro ano, não havia zona nenhuma de Portugal que não estivesse marcada. 

Hoje, é diferente, com o Erasmus, o Phd e os congressos internacionais, acabei por conhecer gente e amigos, não só de Portugal inteiro, mas de todo o mundo. 

Amanhã, será muito diferente, tenho de escolher entre 2 pólos da minha nova universidade para fazer o mestrado. Um fica a 1 hora de carro, numa vilazinha de 7 pessoas onde mora alguém que há 3 anos não me fala; para lá chegar tenho de passar por outra terrazinha de 4 pessoas onde morou e razão porque conheci, outra pessoa que também não fala comigo.... 

Vou sorrindo à ironia, e vendo fotos do outro pólo que fica  a 200 km, e onde, ainda, não há alguém que faça questão de não me falar. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Se a chuva te faz feliz...

e o novo anuncio da IKEA? coisa mai liiiiiiiiiiiiinda!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Master

Vou inscrever-me num mestrado. Este semestre. 
Não, ainda não acabei o Doutoramento. Sim, vou fazer o mestrado e o phd ao mesmo tempo. 

Quem me conhece, sabe que não posso estar boa da cabeça. Por isso digo aqui, e a mais ninguém. 

Esta coisa de gostar de alguém

Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele”.

Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. Impressionados?

Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é díficil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”.

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

My name is Simpson, Homer J. Simpson.

Ninguém estranharia se dissesse House ou Lisa Simpson, quando perguntaram qual a personagem com quem mais me identifico. Mas foi o choque total, até para mim, ter respondido, e de forma tão rápida: Homer, Homer Simpson! 

A justificação, lida pela minha melhor amiga nos meus olhos, é esta:

- humor incrivelmente parvoooooooooooooooooo, coração do tamanho do mundo, incapacidade de mentir e... acrescento eu: não saber, tantas vezes, manter a boca fechada (no falar - assim ao nível do best suporting actor - que donuts não é cá comigo, ). 


domingo, 18 de setembro de 2011

friend's words

"era suposto ser passageiro, era suposto ser uma semana no hospital, duas no máximo, para trazer de volta o raio das tuas plaquetas. e agora, estou a tentar decidir qual a melhor música para cantarmos no teu funeral, nós nunca falámos sobre funerais, eu não sei o que tu queres nem se alguma vez pensaste no caso, sabes o quão surreal isto é? escolher músicas ao mesmo tempo que me lembro que, merda nunca chegámos a ir aos brownies do hardrock, e essa vais realmente cobrar-me nesta e numa outra vida."

iruvienne 

sábado, 17 de setembro de 2011

Não liguei.

Há sempre um limite entre a nossa vontade e a vontade do outro. Não ligar custou-me. Custa-me. Vai continuar a custar-me um tempo mais. Mas é a factura necessária. E que atesta o sentimento do post anterior. 

Não ligar, não foi algo que deixei de fazer. Foi algo que fiz. Não liguei. Não por falta de vontade ou coragem, pelo contrário...  foi contra a contra a vontade e recorrendo a grande coragem que.. apaguei o numero (que o nosso egoísmo tem tendência a esquecer e ignorar os limites e vontade do outro.)


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A vida pode ser filha da puta. Mas a morte é.. a própria puta.


E do nada - há vezes ainda mais do nada que outras - morre alguém  que se conhece. Vinte e sete anos. Auto-imune. Complicação. Agravamento súbito. Duas semanas. Morte... são palavras que não param de latejar na minha cabeça. 

Porra. Porra. Porra. Mas... Porra. Como?. Foram palavras repetidas por mim, até ao limite do absurdo. Mas...  que mais se diz quando ao telefone falamos com a amiga que acabou de perder uma das melhores amigas?! que a perdeu assim, do nada ou  do quase nada. Esta semana tinha começado de forma complicada, com um sms de uma amiga sobre uma amiga sua (38 anos!) que se matou, o termo é este, matou-se...  foi encontrada quando já tinham passados 4 dias (e que amigo fica inteiro a saber isso! 4 dias...). 

E enquanto escrevo isto, latejam, ainda, e talvez para o resto do fim-de-semana: Vinte e sete anos. Auto-imune. Complicação. Agravamento súbito. Duas semanas. Morte. Vinte e sete anos....

Neste momento, sei eu e Deus, o quanto me apetece ligar a alguém e dizer "Quero que saibas que todos os dias antes de adormecer desejo e peço o melhor para as pessoas de quem gosto, que se tornaram, que são...  família - e que fazes, há muito parte desse grupo. Preciso que saibas isto. E gostaria de saber como estás." . Não sei se vou ligar. E só não sei porque sei... que não vão vai querer atender. E é assim a vida, que tem muito menos de puta que a puta da morte. 


Nota: A ti, I. (sempre I.) força... força. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sobre a amizade

Há muitos anos que percebi que o que a maioria das mulheres espera de uma amiga é quase sempre muito mais do que a maioria dos homens espera de um amigo. Elas são mais carentes, mais exigentes, eles mais despreocupados, desligados e distantes. Mas também acho que elas são mais amigas, amigas, à séria. E eles mais amigos porreiraços. Passo a explicar. 
Não sou pessoa de ter muitos amigos. Talvez porque tenha tido uma infância muito atípica, sempre a saltar de escola em escola, sem fazer raízes em lado algum. Não tenho um único amigo de infância e as minhas relações de amizade mais longas têm 16/18 anos, e são os meus amigos do secundário - 10.º e 11.º ano - pessoas de que gosto muito e com quem estou menos vezes do que gostaria, também porque vivemos em cidades diferentes. Mas o facto de gostar muito deles não quer dizer que seja a pessoa mais presente na vida deles, ou eles na minha. Eu adoro-os, eles sabem que eu os adoro, quando nos vemos é sempre uma alegria, mas vemo-nos pouco, falamos pouco, e por vezes só vamos sabendo da vida uns dos outros pelo Facebook. Pode parecer um bocadinho triste, mas é quase uma imposição dos dias de hoje, que faz com que haja pouco tempo para se fazer tanta coisa e para se estar com tantas pessoas de que gostamos. 
 No meu caso isto não é desculpa. Não tenho muito tempo, que não tenho, faço muitas coisas ao mesmo tempo, sim, faço, mas não é só isso. Eu sou mesmo um amigo um bocadinho distante. Mas não é por mal, é de feitio. E essa distância não tem nada a ver com sentimentos. Sempre fui assim. 
E sou assim com amigos, como sou com a família. Penso neles todos os dias, imagino o que possam estar a fazer, sinto saudades, preocupo-me, mas nem sempre telefono (telefono mesmo muito poucas vezes), mas lá está, quando estou com eles, estou em casa, estou feliz de os ver e quero saber tudo sobre a vida deles. 
Há dias encontrei por acaso, numa loja, dois desses amigos de sempre. E pronto. Ali ficámos na conversa durante uma meia-hora, entre dois degraus de um oculista. E falámos de projectos de futuro, recordámos coisas do passado, falámos dos filhos, rimo-nos, combinámos coisas, e foi maravilhoso, foi como se estivessemos juntos todas as semanas, não houve silêncios desconfortáveis. Esta é também a minha forma peculiar de sentir a verdadeira amizade. Isto porque há gente com quem estou todos os dias e por quem não sinto qualquer empatia ou vontade de partilhar o que quer que seja. 
Acho que em geral os homens são um bocado assim, principalmente uns com os outros. Podemos estar três meses sem falar, sem combinar nada, e quando finalmente nos contactamos é como se não tivesse existido esse gap temporal, é como se ainda ontem tivessemos ido juntos à bola. Não guardamos ressentimentos por essa ausência, não ligamos a se este ou aquele não nos ligou no aniversário. Isso são mesmo coisas de gaja. 
Sim, com as mulheres é tudo muito mais dramático. Sentem efectiva necessidade de estar com as amigas. E se não há notícias de parte a parte durante algum tempo começam logo a dizer que a outra já não quer saber dela, e que não lhe liga, e que é má amiga. Há uma carência efectiva e uma cobrança recorrente da amizade. Mas se calhar as mulheres é que estão certas, e se calhar amizade é isso mesmo, é estar presente, de facto, e não apenas de tempos a tempos. Se calhar a amizade é mesmo querer saber e ligar a saber e querer estar junto e combinar coisas para que se esteja junto.
É se calhar por isso que quando uma gaja se arma em gajo e só liga à amiga muito de vez em quando desce logo na categoria e passa a ser só "mais ou menos amiga", ou então "uma cabra do caraças que não quer saber da amizade". 
Como disse, e muito sinceramente, gostava de ser mais gaja nisso, e ligar mais aos amigos, estar mais vezes com eles. Mas enquanto isso não muda, fica a certeza de que gosto tanto deles hoje como gostava há 20 anos. Ou seja, se tivesse de vos dizer "temos de falar", o que teria para vos dizer seria: "O problema não são vocês, sou eu".

daqui

Já fui "gajo, muito gajo" no que diz respeito à amizade. Já me justifiquei com estes mesmos argumentos - sempre incompreendidos (que os amigos, gajos, nunca precisaram de conversas destas) - por vezes demais. Mas a verdade, triste, é que nos últimos 2/3 anos acabei por de alguma forma, virar este tipo de amiga: GAJA. E... não é que me tenha tornado insensível a estes argumentos de amigo, gajo. Mas... fica a sensação  que o chip da compreensão se perdeu pelo caminho. E isso tem tanto de bom como de mau.    

Things I know for a fact #1

- Sou pior pessoa daquilo que era há um ano.
- Muito pior daquilo que era há dois.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

U Should Know Better

Se não soubesse, dizia que estou em TPM, há um mês!

The Confundus Charm

Há pessoas que confundem tristeza com mau feitio. Não a dos outros, a sua. Forçam o sorriso e piada para afastar a má cara e nunca chegam perceber e muito menos tratar essa tristeza.

Nunca chegam tão-pouco a saber que existia uma solução e que, afinal.... podiam ter sido felizes. E isso, não só dá pena como é, triste. Ab alio expectes, quod alteri feceris.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É isto a ausência de um amigo.

É um vazio. Não é um vazio virgem, à espera de ser ocupado. É teres um quarto enorme na tua casa, com uma vista magnifica, decorado a quatro mãos, mas onde não te é permitido entrar. É a tua casa, mas o quarto não te pertence. E a porta entreaberta lembra tudo isto.

domingo, 11 de setembro de 2011

New York

Também eu sei de cor onde estava, com quem estava, o que pensei, o que dissemos... e duvido que alguma vez o esqueça. Mas não é isso que hoje escrevo. Até porque já tudo se disse sobre o 11 de Setembro. E para mim NY sempre foi muito mais que o 9|11.

NY. Há uns anos, numa das piores fases da minha vida foi-me aconselhado que escrevesse numa folha os sítios onde queria ir e o que queria fazer durante esta vida. Nova Iorque era o topo da lista dos locais. Ainda é.

Se existem vidas passadas não tenho a mais pequena dúvida de que, não só estive, como um dia vivi naquela cidade. Nesta.... ainda não nos cruzamos. Já estive mais perto de ir. Já estive igualmente mais longe. Mas se há algo que sei... é que pode não ser antes de terminar o doutoramento; mas será antes dos 30, com ou sem companhia. i'll visit home and go for a morning run in the central park.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Talvez

Há quem diga que sagitariano que se preze é um gato autêntico; o porte, o feitio, a atitude, a forma de ver a vida. e eu que me dei a muitos, que conheço muitos e mantive alguns sei que sagitariano que se preze assim é. excepto num ponto muito assente; a permanência. sagitariano que se preze é leal que nem cão e fica sempre connosco. sagitariano é constante, fiável, fica connosco para o que der e vier em toda e qualquer circunstância. na permanência sagitariano é tudo menos gato. e é por aí que leões e sagitarianos se chocam, porque leão que é leão, é gato e por isso mesmo ainda que fiel aos seus sofre de um desapego doentio.quando é preciso o leão é o primeiro a chegar mas de resto, vai, vem, perde o telemóvel por uns meses e volta quando calha pronto a enroscar-se no conforto de casa amiga. e isto não é arrogância desmedida de quem toma tudo por garantido. mas como gato que é gosta demasiado de não sentir amarras por mais pequenas que sejam porque só assim se dedica.


Publicada por Missies Blue aqui.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

To Miss

I miss u.
You don't miss me.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"Don't Stand So Close to Me"

São uma cambada de screw-ups... que sabem perdoar e estão a aprender a seguir em frente. E é este o motivo pelo qual gosto tanto de Anatomia de Grey. Um dos meus episódios favoritos é ainda o 10º da 3ª temporada, e começa logo pelo nome: "Don't Stand So Close to Me". Na cena final, a Meredith defende a Cristina contra tudo e todos - depois desta ter andado a ajudar o Burke a operar quando ele ainda sentia tremores na mão. E então a Yang diz-lhe "Why can't you mind your own business, you know? What is your problem?" ao que a Meredith simples e gentilmente responde, "You're my sister, you're my family You're all I've got."

é por isto. é por esta simplicidade. e porque...





... At the end of the day when it comes down to it, all we really want is to be close to somebody. So this thing where we all pretend to keep our distance is usually a load of bull, so we pick and choose who we want to remain close to and once we've chosen those people, we tend to stay close by no matter how much we hurt them. The people that are still with you at the end of the day, those are the ones worth keeping and sometimes close can be too close, but sometimes that invasion of personal space can be exactly what you need.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Read My Mind.

Escrevi um texto enorme. Quase perfeito e, sem qualquer dúvida o melhor desde que voltei aqui ao blog. Apaguei-o.
Porquê? Porque, sendo verdade ou mentira o que lá vinha escrito, a verdade maior é que o escrevi para evitar pegar no telefone e ligar.


Corri para o telefone mas não me lembrava do teu número
queria apenas ouvir a tua voz
contar-te o sonho que tive ontem e me aterrorizou
queria dizer-te porque parto
porque amo
ouvir-te perguntar quem fala ?
e faltar-me a coragem para responder e desligar
depois caminhei como uma fera enfurecida pela casa
a noite tornou-se patética sem ti
não tinha sentido pensar em ti e não sair a correr para a rua
procurar-te imediatamente
correr a cidade duma ponta a outra
só para te dizer boa noite ou talvez tocar-te
e morrer

Al berto

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O abraço da minha melhor amiga...

...é algo a que nunca me habituo, de tão bom que é.




Mesmo que nem sempre me lembre.

Tenho uma amiga que quando deixa de gostar de alguém sabe sempre qual foi o momento exacto em que isso aconteceu. Diz que ouve um barulho próprio, um ruído indicativo. Normalmente, segue-se a uma frase. Um gesto. Uma diminuta expressão. E sabe.

Eu não oiço esse ruído, nem sei. Em grosso modo a verdade é que continuo a gostar das pessoas de quem um dia gostei. Algumas menos. Outras mais. Da mesma forma ou de forma diferente, guardando o que de bom ficou. Mas a confiança... isso sei ao segundo e de memoria, onde ganhei e onde, para sempre, perdi.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A luz ao fundo do túnel... também pode queimar.

Ontem de manhã bem cedo, primeira vez, o meu doutoramento viu a luz ao fundo do túnel. A defesa da tese ganhou mais que forma, ganhou data...
Fiz aquilo que todos recomendaram, sentei-me sozinha no auditório naquela cadeira onde nunca nos queremos sentar. Fiquei de frente para um júri invisível, a olhar em silêncio para a assistência ausente.

Não sei quanto tempo me deixei ficar por ali. Mas foi o suficiente para perceber que se tornou mentira dizer que me é indiferente ter ou não ter assistência. Há pessoas que me fazem falta, muita. Sobretudo nos melhores momentos. E algumas que sempre quiseram estar presentes e, quando chegar o meu dia, jamais se sentarão naquelas cadeiras... e isso dói. Lembro-me de Christopher McCandless, "A felicidade só é real quando partilhada", e dói de novo. Caramba se dói.