segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Arrumar a casa...

Estou numa fase em que se atrapalha, se não faz bem (só não vai pela janela fora apenas por educação e civismo), então desaparece dentro de um saco preto e de seguida no caixote.

Comecei na estante e secretária, no disco rígido e no disco externo, no frigorífico e congelador... seguem-se os armários com roupa. E depois a cabecinha... e coração. Se não serve, vai fora.

...e está bom de ver o que já aconteceu e ainda vai acontecer ao blog.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Terror do quase

Por volta do dia do meu aniversário há sempre algo de mau, de muito mau, que me acontece. Já escrevi sobre isso aqui e por isso não me vou alongar.
Este ano, soube que vou ser tia... "estamos" só à espera da confirmação dos 3 meses para anunciar ao mundo. Confesso que... sendo antes dos 3 meses, e sendo antes do meu aniversário, pensei (também) no pior.

Já passaram uns dias do meu aniversário, e a data da eco está quase, quase aí. Para já, tudo óptimo com o bebé, e com a mãe. Mas com a má noticia de hoje... quase desejei, Deus, quase desejei que fosse isso.

Continuo em suspenso. Presa por um fio, sabe Deus.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Por muito simples que seja

Não importa aquilo que planeie para o meu aniversário: it ain't gonna happen.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Hoje acordei mais velha.

Demorei mais tempo no banho. Demorei mais tempo no espelho. Demorei mais tempo a tomar o pequeno-almoço. Saí de casa com o cartão na mala, e sem remorsos. Voltei com aquilo que faria o sopé de qualquer árvore de Natal feliz. Voltei, com o inicio daqueles que serão os meus presentes de aniversário.

Há muito que os meus amigos me dizem que sou, invejosamente, independente. Talvez tenham razão, a verdade é que o sou menos do que aquilo que desejo. E porque o meu aniversário é internacionalmente conhecido por aquele dia/altura do ano em que tudo de mau e inacreditavelmente mau me acontece... well... mais vale controlar o que podemos controlar, e ter a certeza de que nesse dia ganho as coisas que quero. E é por isso que amanhã lá volto, às minhas compras...

...Tudo o resto, é bónus.

sábado, 10 de dezembro de 2011

à J.

mãe do meu novo sobrinho, o desejo de sempre: Tempo.

Não te desejo um presente qualquer,
Desejo-te somente aquilo que a maioria não tem.
Desejo-te tempo, para te divertires e para sorrir;
Desejo-te tempo para que os obstáculos sejam sempre superados
E muitos sucessos comemorados.
Desejo-te tempo, para planear e realizar,
Não só para ti, mas também para os outros.
Desejo-te tempo, não para ter pressa e correr,
Desejo-te tempo para te encontrares,
Desejo-te tempo, não só para passar ou vê-lo no relógio,
Desejo-te tempo, para que fiques;
Tempo para te encantares e tempo para confiares em alguém.
Desejo-te tempo para tocares as estrelas,
E tempo para crescer e amadurecer.
Desejo-te tempo para aprender e acertar,
Tempo para recomeçar, se fracassares...
Desejo-te tempo também para poder voltar atrás e perdoar.
Desejo-te tempo, para ter novas esperanças e para amar.
Não faz mais sentido protelar.
Desejo-te tempo para ser feliz.
Para viver cada dia, cada hora como um presente.
Desejo-te tempo, tempo para a vida.
Desejo-te tempo. Tempo. Muito tempo!

(Autor desconhecido)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

David Fonseca sings



Não tenho por habito ceder ao Natal antes no meu aniversário. Mas isto, é, maravilhoso.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Desde Setembro...

já fiquei sem doutoramento, sem portátil, sem carro. Ontem foi a vez do chuveiro (a casa é nova) e hoje do aquecedor (comprado há 6 dias).

Alguém tem o contacto de alguma bruxa?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Phd paper

Passa das 2h da manhã... perdi a conta às horas a que estou a trabalhar no artigo. Na verdade... aos dias, seguidos. O prazo termina daqui a bocadinho... e pelo sim pelo não vou enviar o e-mail com esta imagem anexada. Substituindo apenas o "you are" por "i'm"...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

This is... love.

Quando o meu pai esteve internado, com um pé em cada dimensão. Foi assim que a minha mãe reagiu. E é tão raro. Bonito. E... duro.

«Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremos a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PÚBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.

O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PÚBLICO... e leia esta crónica a dizer que já estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe.
...
O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem-educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser - resignada, fatalista e piegas - que são o default institucional da nacionalidade portuguesa. É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja. Mas é merecida. Até porque toda a gente que os três IPO de Portugal tratam é tratada como se tivesse direito a todas as regalias. Há muitos elogios que, não obstante serem feitos para nos beneficiarem, não deixam de ser absolutamente justos e justificados.

Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim. Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim.»


28 Novembro 2011
Miguel Esteves Cardoso, in Publico