Hoje não almocei, nem janto. Para poder acabar o trabalho a tempo era isso ou ficar sem dormir, de novo. E se esta semana consegui jantar todos os dias e almoçar em alguns, não posso dizer o mesmo de dormir. Hoje durmo. Hoje Zzzzzzzzzjfdfjdfgu fgudrgodurg jfdgf.....
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Do dia Mundial da Poesia
O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa
Panicking
É a segunda vez que uma psicanalista me aconselha Prozac, depois de ouvir a minha resposta sobre a fase em que estou do Phd. Segunda... a mim, que sou tão contra drogas, estas e outras.
... Mas aqui confesso que já estive mais longe de começar a engolir fluoxetina. Não só porque são ambas doutoradas e psicanalistas (haverá maior conhecimento de causa?), mas porque já entrei na fase em que nem o exercício me salva da mente de doutoranda. Merda.
terça-feira, 20 de março de 2012
É sobre tenis, mas podia ser sobre o PhD
Tem de ser feito, é preciso tentar, com coragem e entusiasmo. Todos temos medo, todos temos dúvidas e eu não sou suficientemente arrogante para não as ter também.
Rafael Nadal
20 de Março in L'Équipe
segunda-feira, 19 de março de 2012
High & Dry
- Engraçado, a impressão que dás é que és uma pessoa fria, distante... altiva.
- Good.
- Good? Mas tu não és assim. Para além do pragmatismo do PhD e investigação... tu não és assim.
- Exacto. Good, porque é isso o que quero passar. A aparente sensibilidade de um frigorífico.
- Porquê?
- Serve para esconder que o meu coração é como o teu: do tamanho do mundo. Por isso sim, good, que tudo isto é construído, e por isso acho bem que me seja dado o mérito - já que está aqui muito trabalho!
- Porquê?
- Serve para esconder que o meu coração é como o teu: do tamanho do mundo. Por isso sim, good, que tudo isto é construído, e por isso acho bem que me seja dado o mérito - já que está aqui muito trabalho!
domingo, 18 de março de 2012
Maravilhoso
Fazer amigos novos, e sair com eles até às 5h da manhã, numa cidade linda e que não é a nossa.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Phd III
"if nothing goes right go left", é bem capaz de ser o lema de quem me orienta no Doutoramento. Parar é que não. Parar é que nunca. (*inspiração profunda*)
terça-feira, 13 de março de 2012
Jealousy . You're never too young, nor old.
Quase todos nos lembramos daquela dor terrível da adolescência, em que aquela pessoa, naquele dia, não nos disse Olá. Em que se sentou noutra mesa, com outras pessoas, e não na nossa. Depois crescemos e aprendemos (apenas) a disfarçar melhor. Que o coração, esse continua a querer saltar do peito e a não voltar, nunca mais.
A Cidade
Gosto desta cidade à noite. Não se escuta um barulho. Não se vê um carro. E mesmo à meia-noite ainda há pessoas a fazer a pé o exercício diário...
Sempre gostei, desde o primeiro dia. E já lá vão 10 anos. E talvez seja por isso, que a minha mãe e alguns dos meus amigos dizem que já não saio mais daqui. Houvesse mar (ou tu) e talvez isso fosse verdade.
segunda-feira, 12 de março de 2012
To lie
You are not my family. I have a family that comes to work with me everyday. And we care and take care of each other. And when we lie is to protect the other, to protect lives, to a greater good.
Meredith Grey - Grey's Anatomy
Por Quem Não Esqueci
Trabalho num sitio onde não tenho, e sei já, não terei nunca, amigos. Não tem só a ver com o ultra-competitivo meio universitário, com o facto de metade terem sido meus professores de faculdade ou terem em média o dobro da minha idade. Não. Mesmo aqueles que não foram meus professores e que apesar de não terem a minha idade, têm a idade dos meus amigos, jamais serão meus amigos. Tal como eu jamais seria amiga deles.
Tem sido algo muito complicado de gerir. Muito mesmo. Sobretudo desde que deixei a escola e entrei em exclusividade. Desde que mudei de novo para esta cidade deserta, e deixei para tras família e gente que me quer bem. Contudo, a verdade é que já me custou mais trabalhar ali. Não sei se calejei eu ou se tal se deve ao aproximar da defesa do PhD, e consequentemente ao fim da ligação à universidade e laboratório. Sei que não gosto das pessoas ali. Nunca gostei. E nunca gostei, talvez por saber o que são amigos, o que são colegas.
Há pessoas que são como nós. E outras que não são como nós, mas que são um prazer de ouvir, de falar. Pessoas de quem gostamos naturalmente. Que fazem de nós melhores. Que nos trazem prazer em calar a nossa voz para ouvir as deles. Pessoas com quem se conversa em silêncio. Com quem se fica sentado ao sol durante horas entre cafés. Pessoas que geralmente reconheço de imediato. Porque como dizia o Vinicius, a gente não faz amigos, reconhece-os.
É o que mais falta me tem feito este ano. Os amigos, que tenho. Os que perdi desde que comecei o PhD e... aqueles que ainda não encontrei.
sexta-feira, 9 de março de 2012
PhD II
Felicidade, durante o PhD: aquele momento em que ainda com o córtex a latejar por total privação de sono e fome, se escreve o ultimo ponto final no artigo. Dura precisamente 2 minutos, o tempo de guardar o ficheiro, fazer uma copia com o nome final, anexar ao e-mail e carregar no «enviar».
Depois disso é o baque. O cansaço que nos pede cama, comida e banho. O relógio que marca 14h32. A agenda que continua absolutamente carregada de trabalho nas próximas semanas. A hora marcada com a esteticista que é já dali a 20 minutos. Os 400km que temos de fazer nas próximas 24h. E... a dúvida. Será brilhante?Será que era aquilo? Será que passa? Falta qualquer coisa! Merda.
Cansaço I, a fome não importa mais. E se arriscamos a comer, é possível adormecer enquanto a pizza está no formo ou a sopa nos 40s de microondas (true story).
Cansaço II, O banho é maravilhoso mas corremos o risco de adormecer a meio (true story).
Cansaço III, esteticista ainda importa, porque nos próximos dias é impossível ou ainda pior. Mas é pior que a missa do galo.
quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
25th Hour
Este foi um dos meus filmes favoritos, nos tempos do secundário/universidade. E houve uma altura em que sabia todas as palavras deste monologo, sabia esta cena by heart... Hoje, depois de uma péssima noticia relacionada com o meu PhD, lembrei-me dela. E ainda a sei. De cor. By heart.
Fuck me? Fuck you! Fuck you and this whole city and everyone in it.
Fuck the panhandlers, grubbing for money, and smiling at me behind my back.
Fuck squeegee men dirtying up the clean windshield of my car. Get a fucking job!
Fuck the Sikhs and the Pakistanis bombing down the avenues in decrepit cabs, curry steaming out their pores and stinking up my day. Terrorists in fucking training. Slow the fuck down!
Fuck the Chelsea boys with their waxed chests and pumped up biceps. Going down on each other in my parks and on my piers, jingling their dicks on my Channel 35.
Fuck the Korean grocers with their pyramids of overpriced fruit and their tulips and roses wrapped in plastic. Ten years in the country, still no speaky English?
Fuck the Russians in Brighton Beach. Mobster thugs sitting in cafés, sipping tea in little glasses, sugar cubes between their teeth. Wheelin' and dealin' and schemin'. Go back where you fucking came from!
Fuck the black-hatted Chassidim, strolling up and down 47th street in their dirty gabardine with their dandruff. Selling South African apartheid diamonds!
Fuck the Wall Street brokers. Self-styled masters of the universe. Michael Douglas, Gordon Gecko wannabe mother fuckers, figuring out new ways to rob hard working people blind. Send those Enron assholes to jail for fucking life! You think Bush and Cheney didn't know about that shit? Give me a fucking break! Tyco! Imclone! Adelphia! Worldcom!
Fuck the Puerto Ricans. 20 to a car, swelling up the welfare rolls, worst fuckin' parade in the city. And don't even get me started on the Dom-in-i-cans, because they make the Puerto Ricans look good.
Fuck the Bensonhurst Italians with their pomaded hair, their nylon warm-up suits, and their St. Anthony medallions. Swinging their, Jason Giambi, Louisville slugger, baseball bats, trying to audition for the Sopranos.
Fuck the Upper East Side wives with their Hermés scarves and their fifty-dollar Balducci artichokes. Overfed faces getting pulled and lifted and stretched, all taut and shiny. You're not fooling anybody, sweetheart!
Fuck the uptown brothers. They never pass the ball, they don't want to play defense, they take fives steps on every lay-up to the hoop. And then they want to turn around and blame everything on the white man. Slavery ended one hundred and thirty seven years ago. Move the fuck on!
Fuck the corrupt cops with their anus violating plungers and their 41 shots, standing behind a blue wall of silence. You betray our trust!
Fuck the priests who put their hands down some innocent child's pants. Fuck the church that protects them, delivering us into evil. And while you're at it, fuck JC! He got off easy! A day on the cross, a weekend in hell, and all the hallelujahs of the legioned angels for eternity! Try seven years in fuckin Otisville, Jay!
Fuck Osama bin Laden, al-Qaeda, and backward-ass, cave-dwelling, fundamentalist assholes everywhere. On the names of innocent thousands murdered, I pray you spend the rest of eternity with your seventy-two whores roasting in a jet-fueled fire in hell. You towel headed camel jockeys can kiss my royal, Irish ass!
Fuck Jacob Elinski, whining malcontent.
Fuck Francis Xavier Slaughtery, my best friend, judging me while he stares at my girlfriend's ass.
Fuck Naturel Rivera. I gave her my trust and she stabbed me in the back. Sold me up the river. Fucking bitch.
Fuck my father with his endless grief, standing behind that bar. Sipping on club soda, selling whiskey to firemen and cheering the Bronx Bombers.
Fuck this whole city and everyone in it. From the row houses of Astoria to the penthouses on Park Avenue. From the projects in the Bronx to the lofts in Soho. From the tenements in Alphabet City to the brownstones in Park slope to the split levels in Staten Island. Let an earthquake crumble it. Let the fires rage. Let it burn to fuckin ash then let the waters rise and submerge this whole, rat-infested place.
No. No, fuck you, Montgomery Brogan. You had it all and then you threw it away, you dumb fuck!
segunda-feira, 5 de março de 2012
Nike Running: Some Time Together
A mesma camisola em manga curta. As mesmas sapatilhas mas no azul da camisola. E assim foi a minha tarde de hoje, com a diferença em que não apareceu a mãe, a amiga, a avó... mas a minha orientadora, por 4 vezes. Quatro.
domingo, 4 de março de 2012
O papel do Professor...
Estava a arrumar o material da pós graduação e dei com uma frase perdida de de uma colega do curso, que diz exactamente aquilo que sempre senti, sobre o que é o papel do professor.
o papel do professor é esse mesmo…procurar atender às exigências de cada aluno, trabalhar duro e nunca desistir de nenhum…tarefa exigente? Certamente que sim, mas também tão gratificante…
Quado o que podia ter sido entra pela TV.
Acabo de ver uma reportagem na RTP sobre um ex-amigo-colorido. Conheci-o por puro acaso no primeiro semestre do primeiro ano. Era mais velho e estudava uma das engenharias da universidade. Cruzamo-nos ao longo dos meus 5 anos de curso, algumas vezes, quase sempre na noite, e sempre por acaso. Sempre em alturas em que ele tinha acabado com a namorada e sempre em fases em que desejava eu nunca ter conhecido aquele que até hoje foi o meu grande amor.
Lembro-me dele muitas vezes, sempre com um sorriso, e em alguns momentos mais solitários, pergunto-me se teria sido diferente se não tivesse conhecido o outro primeiro.
Há uns anos cruzamo-nos pela ultima vez, eu já professora, cheia de aulas, turmas e com um convite para iniciar doutoramento e carreira universitária e ele já engenheiro e dono de terras. Trabalhávamos horas sem fim, para esquecer aqueles que nos tinham partido o coração. Para esquecer que tínhamos, coração. Com ele bebi, sempre, as melhores caipirinhas da minha vida.
Hoje, é empresário, de sucesso. Está um pouco mais gordo. Mais velho. Voltou às terras onde nasceu (a uns 60 km daqui). De resto continua igual... capaz de nos convencer a entrar com ele num carro sem rodas e de olhos vendados, ou pelo menos de nos deixar a duvida se, ao não entrarmos estamos a perder a oportunidade na nossa vida.
Tornou-se aquilo que sempre me disse que queria ser e fazer. Pareceu-me feliz. E eu, fico genuinamente feliz por isso.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)