domingo, 22 de janeiro de 2012

Generosidade

O Doutoramento é um ser extremamente generoso. Ele dá.... sono, fome, preguiça, vontade de ir correr, e até de ver a TVI!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

devagar

"devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim."

José Luis Peixoto
em 'a casa, a escuridão'

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Obrigada Deus.

As ultimas semanas foram horríveis. O natal, o pior de sempre. A passagem de ano, um dia mau como os anteriores e os seguintes. Sem querer ouvir ninguém, sem querer falar com ninguém... sem estar com ninguém.

Graças a Deus a noticia chegou há minutos. E 2012 tem tudo para ser o melhor ano até agora: depois do susto de duas cirurgias, a biopsia deu negativa e o meu irmão não tem cancro! Era tudo o que eu queria para este ano. Tudo.

Em branco

Queria dormir. Desesperava por dormir. Mas fiquei a noite em branco, a olhar o tecto. Quando tocou o despertador às 7h ia jurar que tinha acabado adormecer...

Doí-me tudo. Sobretudo dói-me a alma. E como se não bastasse.... tenho a sensação e a aparencia de quem levou com uma pá de coveiro na cara.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Uma merda.. daquelas.


A F. é a minha melhor amiga, desde os tempos da faculdade - e está tudo dito. Nestes dia, família e amigos, não podíamos estar mais felizes, a F, está gravida! E eu sou neste momento uma tia-to-be muitíssimo babada.

O problema... é que eu e o namorado dela nunca nos demos. Não podíamos ser mais diferentes, ou iguais (nunca percebi). Até hoje, além de gostarmos dela (e de termos passado uma terrível noite os dois a cuidar dela - à vez) única coisa com que concordamos é que somos incompatíveis...

Isto nunca foi um problema, até agora. Sempre soubemos o espaço e importância um do outro. Sempre demos esse espaço, esse tempo. Claro que com uma excepção de uma mega-festa (que desejava hoje ter recusado) nunca fui convidada a jantar, lanchar ou a entrar lá em casa. O mesmo na minha. Nunca nos vetamos... mas sabíamos, ela sabia, que teria duas pessoas contrariadas. Nem sempre foi assim, chegamos a jantar ou tomar café algumas vezes na rua, os 3 ou em grupo. Não correu mal, nem correu bem - era complicado.

Eu.. continuava da fase do complicado, até ter percebido hoje que o H. já está noutra fase. É verdade que não estou aos pulos por ser ele o pai - atenção, acho-o boa pessoa, só não o meu género de pessoa. Mas não fico triste, na verdade gosto dele porque ele retribui o amor que ela tem por ele - e que podia querer eu mais para a minha melhor amiga?! O problema é que o H. está noutra fase, acho que percebeu que eu vou ser tia do filho dele! e não se pode dizer que esteja de todo contente. Pelo contrário. E isso é uma merda, daquelas grandes. Que não se resolve de forma nenhuma...