Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ainda o Eclipse

ele sobre ela:

Há pouco estavas a questionar-te sobre isso, o que me poderia motivar a ficar... porque sentia-se tão desnecessariamente culpada. Ela recordou-me como tinha sido difícil quando me fui embora - e como continua a ser de cada vez que me ausento. Ela sente-se horrivelmente mal por ter usado esse argumento, mas tem razão. Nunca vou ser capaz de a compensar pelo que lhe fiz; mas de qualquer maneira, nunca vou parar de tentar fazê-lo.

ela para ele:

Quero que me chames todos os nomes feios de que te lembres em todas as línguas que conheces. Quero que me digas que sentes nojo de mim e que te vais embora, para que possa prostrar-me de joelhos e implorar-te que fiques.


Eclipse - Stephenie Meyer

sábado, 5 de dezembro de 2009

A Iruviene tem um gosto musical do caraças!



roubado daqui. E eu, que ainda não vi o New Moon, digo que, isto em loop, o chocolate quente aqui ao lado na canequinha, a chuva lá fora e a manta são a companhia perfeita ao Eclipse. Duzentas e trinta e sete páginas já foram. Faltam trezentas e sessenta e quatro. O Doutoramento que se escreva sozinho e as avaliações dos putos que esperem mais uns dias. Assim está perfeito para um dia de Dezembro.


passagens do Eclipse - Stephenie Meyer:

Mesmo assim, acho que ele percebia o que se passava dentro de mim. Em parte, pelo menos. Naquela manhã, ao acordar, tinha um bilhete na minha almofada:

Vou voltar tão depressa que nem vais ter tempo para sentir saudades minhas. Cuida do meu coração - deixei-o contigo.

............................................................................................................

Sou território neutro. Sou a Suíça. Recuso-me a ser afectada pelas disputas territoriais entre criaturas míticas. Jacob é da família. E tu és... não exactamente o amor da minha vida, porque espero vir a amar-te muito mais tempo do que isso. És o amor da minha existência.


sábado, 28 de novembro de 2009

No Teu Deserto

“Escrever é usar as palavras que se guardam: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.” Foi assim que este livro me conquistou. Com esta passagem roubada à página 100 e colocada na aba.

É, daqueles livros que se devoram numa qualquer tarde de manta e chuva. Daqueles livros que sai das paginas e se aloja cá dentro. Daqueles livros que vai crescer e mudar connosco. E daqueles livros que sabemos que um dia mais tarde, ou amanhã, vamos reler.

E foram tantas as passagens roubadas às 125 paginas e copiadas para a moleskine.

"Hoje já ninguém vai ao nosso deserto, Cláudia. A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve e, quando me perguntam o que há lá e eu respondo “nada” , eles riscam mentalmente essa viagem dos seus projectos. Viajam antes em massa para onde toda a gente vai e todos se encontram. As coisas mudaram muito, Cláudia! Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem bombardeando-se de telefonemas, mensagens, escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro, fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, som amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, “leves”, disponíveis, sensíveis e interessantes. E é por isso que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos seus pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto. Ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão."

(Excerto de: Miguel Sousa Tavares , “No Teu Deserto” – um quase romance)


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lua Nova

"Tu não ias deixar-me - sussurrou. - Percebi isso. E eu não queria fazê-lo, morreria; contudo sabia que, se não te convencesse de que já não te amava, levarias muito mais tempo a reconstruir a tua vida. Esperava que, se pensasses que seguira em frente, tu fizesses o mesmo. Mas nunca imaginei que fosse tão fácil. Pensei que seria quase impossível; ou seja, que tu estarias tão segura da verdade que teria de passar horas a mentir para, apenas, semear a dúvida no teu espírito. Menti e lamento. Lamento porque te magoei, lamento porque foi um esforço inútil. Lamento não ter conseguido proteger-te daquilo que sou. Menti para te salvar e não resultou. Lamento. Como pudeste acreditar em mim daquela forma? Depois de dizer-te milhares de vezes que te amava, como deixaste que uma palavra te fizesse perder a confiança em mim? Vi nos teus olhos que acreditaste mesmo que já não te queria. A ideia mais absurda, mais ridícula... Como se houvesse maneira de existir sem precisar de ti! Onde estavas com a cabeça? (...)
Como posso dizer isto de maneira a que acredites em mim? Não estás a dormir nem estás morta. Estou aqui e amo-te. Sempre te amei e sempre te amarei. Pensei em ti, via o teu rosto na minha cabeça, em cada instante que passava longe de ti. Quando disse que não te queria, cometi a maior das injustiças. Não acreditas em mim pois não? Porque acreditas na mentira e não na verdade? (...)
Ontem, quando te tocava, estavas tão... hesitante, tão cautelosa; todavia continuavas a mesma. Preciso de saber porquê. É por ser tarde de mais? Por te ter magoado tanto? Por teres seguido em frente, como queria que fizesses? Seria... bastante justo. Não contestarei a tua decisão. Não tentes poupar-me, por favor... Diz-me se ainda consegues amar-me, depois de tudo o que fiz. Consegues? - Sussurrou."

Stephenie Meyer
in, Lua Nova

E assim foram 1000 paginas em menos de duas semanas. Gostei mais do "Crepúsculo" que do "Lua Nova", mas a verdade é que estas 511 foram devoradas apenas nos últimos 3 dias. E mais não digo, que quando as minhas ex-alunas me falavam da saga "Luz e Escuridão" jamais imaginei que também eu fosse virar leitora de Stephenie Meyer, quanto mais a transcrever a pagina 465 do livro. E tudo porque me obrigaram a ouvir isto.