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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Então e o que vais fazer no teu dia de anos?

Sei lá! Ele há com cada pergunta... Detesto surpresas. Detesto aglomerações. Detesto que me cantem os parabéns. Detesto que olhem em busca exaustiva por alguma ruga ou cabelo branco. E detesto andar a levar com esta pergunta aos pontapés (cinco euritos por cada vez que a oiço é que era).

Certo que, não me importava nada passar o dia em casa, à lareira, sem aturar ninguém (e que dessem as aulas desse dia por mim)! Mas o mais provável é que vá almoçar pelas orelhas com alguém e que na escola me marquem reunião pelo fim da tarde.

Então e o que vais fazer no teu dia de anos? Olha, vou esperar pelo destino e depois vejo se lhe consigo fugir.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

2 weeks to being old

A maioria dos meus amigos este ano fez 30. Os que faltam vão andar lá perto. E por isso passei este ano a aturar crises de identidade na semana que antecedia as velas de cada um. Eu que continuo mais perto dos 20 que dos 30, não ando para aí a perguntar-me "E agora" nem "o que era suposto a minha vida ser" ou "o que era suposto ter feito ou fazer" ou outra qualquer pergunta parva dos trinta.

Ainda estou longe dos trinta e ainda acho estas perguntas idiotas, mas já começo a espernear. "Estou velha, estou velha, estou velha". Dizem que não tenho ainda idade para ser gente... mas o que eu queria fazer outra vez 21 ou 22. Era tudo.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A cozinha e os sagitários

Não é impossível, mas é coisa rara, ver um sagitário calado o tempo todo. E é nesses dias (além das festas) que é possível vê-los na cozinha entre tachos e panelas a criar um prato novo ou a fazer três famosos e respectivas sobremesas.

Quem nos conhece, assim que nos vê a cozinhar diz "Ui que bom!". Quem nos conhece diz "Ui que mau!" logo depois de dizer "ui que bom!" e termina com um "Volto mais tarde, guarda-me um prato no forno". E sai sem esperar resposta que não vai chegar.

- Então como estás?
- Fiz panados de peru, queijo e fiambre no forno, com basmati de legumes e crepes de chocolate derretido com gelado.
- Ligo-te no fim-de-semana?
- É melhor.

ps: Nem tudo que é sagitário cozinha bem. Aliás, nem tudo que é sagitário cozinha, ponto. Que os que cozinham esses cozinham bem. E nestes dias é vê-los no sofá agarrados a um qualquer livro ou a serem hipnotizados pela tv.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

I will use Google before asking dumb questions

Ontem liguei a uma ex-aluna minha, que mais dia menos dia está na faculdade, a desejar um feliz aniversário. É uma sagitariana linda, por dentro, por fora. Um verdadeiro pirilampo. Diz ela que tem saudades minhas... Não faz ela, ideia as saudades que tenho daquele ano, daquela escola, daquele verde e daqueles miúdos quase da minha idade.

Eu perguntei-lhe pelo namorado de sempre, o meu melhor aluno até hoje, e fiquei a saber que virou ex. Ups. Ela perguntou-me por uma das minhas melhores amigas, ex-professora dela também, ficou a saber que virou também ex. E por uns minutos ficamos quites nas perguntas candidatas ao prémio cada tiro, cada melro. Até que...

"Então e quando volta para cá, para a escola, para nós?" Sorri e expliquei que aquela pergunta tinha sido ainda mais parva que as outras. "Assim que o destino me deixar vou a correr. E se puder chego um dia antes. Já não devo chegar a tempo de ti. Só espero chegar a tempo de mim."


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Como é que eu sei que é epoca de Sagitários sem olhar calendário II?

Acordo às 7h da manhã. Passo 1h entre o parado e contar matriculas no trânsito do Porto. Faço 150 km para ter uma reunião. Estava sol à beira mar quando sai de casa e agora estão 6 graus. Casacos na mala do carro IGUAL A ZERO. E... quando entro no laboratório oiço? "Oh, 'tás cá! Tudo bem contigo? Oh A. tu também? Não tínhamos reunião pois não?"

NAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH. Vim só perguntar-lhe qual foi a sensação de ver o Pescadores a ganhar 1 - 0 ao Sporting e tomar café professora. (!)


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Os grandiosos do zodíaco

- Começou ontem a época do Sagitário, aquele signo calminho…
- Calminho? Os grandiosos do zodíaco. Sempre prontos para farras, para a diversão.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Inevitável

Como é que eu sei que estão a chegar os meus anos? Não, não é pelas luzinhas e árvores de natal ou pelos 50 mil anúncios a brinquedos - que essas coisas agora começam em Outubro. Sei que estão a chegar aos meus anos porque sempre por esta altura queimam discos rígidos, modems, ardem monitores, um vírus come-me todo o estágio de então, perco 4 meses de Doutoramento, bato com o carro...

Ora esta semana morreu, carregada de artigos, a pen. Hoje algures entre casa, escola, nave desportiva ficou um dos meus telemóveis... ou evaporou dentro do saco, do carro ou do quarto. Não estranho. Fico só à espera da próxima maravilha e no entretanto vou ali ver os papeis de seguro do portátil e fazer copias de segurança do doutoramento e do trabalho da escola.


domingo, 15 de novembro de 2009

Preocupa-me que não escrevas.


Existem várias formas de ajudar. Existem também várias formas de se ser inútil. Mas para um sagitário é terrivelmente difícil fazer qualquer uma das duas em silêncio ou de pé amarrado. Daí sermos únicos, inestimáveis e passado o primeiro impacto, ineficazes.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vou ali comprar uma agenda nova só para os 300 jantares de natal.

Ah o que eu gosto que comecem a marcar os jantares de Natal. Não há palavras. É isso e as mega árvores no shopping. E as luzinhas nas ruas. E os milhares de anúncios na tv. E os panfletos das grandes superfícies. Gosto, gosto, gosto!

Mas do que eu gosto ainda mais é de ironia. Não se nota logo?

Todos os Sagitários tem o aniversario antes do natal. Mas quando chega o dia de soprar as velas já tivemos que passar por uns cinco jantares ou trocas de prendas no mínimo. Jesus Cristo é que não era parvo, e decidiu nascer capricórnio.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

from Grey's anatomy season 2

"Ninguém gosta de perder o controlo. Mas, para um cirurgião(/sagitário), não há nada pior. É um sinal de fraqueza. De não dar conta do recado. E, no entanto, há alturas em que nos foge das mãos. Quando o mundo pára de rodar e nos apercebemos que o nosso bisturi(/cerebro) brilhante não nos vai salvar. Não importa quanto nos esforçamos, acabamos por cair. E é verdadeiramente assustador.

Só há uma coisa positiva quando caímos: É a hipótese que damos aos nossos amigos de nos ampararem."

sábado, 7 de novembro de 2009

73,87€

Foi quanto acabei de deixar na Fnac (e ainda trouxe um à borla aproveitando a promoção de pague 3 leve 4 livros). Depois de ter passado o ano a comprar prendas de aniversario todos os meses e quase abrir falência para os de signo Touro e Leão já tenho ali os embrulhos para o que sobra dos escorpiões e sagitários... Não compro nem mais uma até 2010. Tirando a minha vá que anda a ganhar forma no pensamento.

ps: a assistência da Fnac é um mimo. Deixo sempre lá uns euros a mais do que se fosse à porta ao lado mas... entrei com o router morto na caixa sem factura e cartão fnac na carteira, vinte minutos depois já tinha a 2ª via da factura e saí de lá com um igualzinho novo sem gastar tusto (com o aparte dos euronios dos livros vá). Assim sim.

ps: a propósito sei perfeitamente que já é dia 7. Aliás enquanto esperava a 2ª via da factura perdida, murmurou a funcionaria da fnac "hmmm hoje são..." SEIS! (quase) gritei eu. Tornei-me um calendario ambulante para as próximas semanas.

domingo, 25 de outubro de 2009

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço e serás mais espero que eu.

Há uns meses o meu irmão perguntou-me o que achava eu de ele tirar uma pos-graduação. De Sagitário para Sagitário fui muito clara e concisa: Não sejas idiota. Vais pendura-la na parede? Queres que o gestor de conta te ligue a tratar por um outro título que não “Senhor” ou“Doutor”? Queres isso para quê, se não te dá progressão na carreira e de todo que não vais seguir o meio académico? Pega no dinheiro e vai fazer o que fazes de melhor, viajar.

É domingo à tarde. O meu irmão está no México a visitar mais uma das 7 maravilhas do mundo. Eu, estou em casa, sem sair há dois dias e a trabalhar no artigo. Idiota. (eu claro)



ps: Impera uma correcção, já são 3 da manhã, já nem domingo é e eu ainda aqui de olhos cansados e cérebro moído.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

0,05 valores e as 5 fases do luto

Há pouco mais de um ano atrás era, com uma humildade que já teve melhores dias, uma géniozinho em ascensão. Tinha deixado de trabalhar na e para a universidade e ia com uma proposta para co-autoria de um capitulo de um livro de investigação, a caminho da minha primeira publicação internacional...

Estas semanas, andou sô dona Shadow a acordar as 7h da manhã para ler tudo aquilo que devia ter lido em 11 meses e escrever em 7 dias aquilo que deveria ter escrito em 60.

(Alguém já viu sagitários em projectos de longo prazo sem trepar paredes?!? Tenho cá para mim que (apesar da lealdade) devem ter sido os sagitários a inventar as separações e divórcios.)

Anyway, chegou há pouco, por fonte oficial a notícia que o meu currículo vale mais que o da minha universidade e quase chega ao topo da escala. Mas que precisava que o da universidade fosse ligeiramente melhor do que o que é, ou evidentemente, que o que escrevi sob orientação tivesse uma pontuação um pouco acima de aceitável. Quanto é um pouco? Meia décima.

Meia décima e... Ia a Roma e Atenas apresentar trabalhos, tinha emprego para os próximos 3 anos e doutoramento pago e, aleluia, ia finalmente a NY nas férias. Agora não vou a lado nenhum e o Doutoramento também não. Dezoito valores é quanto já valho eu com esta idade... menos meia décima do que era suposto é o que fica a valer o meu projecto graças à preguiça, indecisão e arrogância aqui da minha pessoa.


Choque, negação, raiva, depressão e aceitação, são essas são as 5 fases do luto. E se ainda não me atrevo a dizer que o meu Doutoramento morreu...

domingo, 18 de outubro de 2009

Autumn sun

Sou sagitário, logo raras vezes, trago a paciência de braço dado.

Mas algo me atrai em esperar sentada no fundo de escadas, em dias de Outono, onde saímos de casa de botas, jeans e casaco quente. De rabo nas escadas e cabeça na parede, ali ficamos ao som de um piano imaginário, de olhos fechados e sorriso aberto enquanto o sol nos bate na cara e aquece o rosto… Aí, temos tempo. Todo o tempo do mundo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Ser do Signo da Seta, da Mochila e dos sorrisos de criança

Os sagitários gostam de se gabar de não ter medo. Vivem em bicos de pés, ansiosos por partir. Ansiosos por explorar terras desconhecidas, por absorver novas experiencias. Mas a verdade é que, por trás do sorriso traquina, estão muitas vezes aterrorizados.

Talvez o assombro funcione como adrenalina, faça parte da atracção. Algumas pessoas vêem filmes de terror, outras praticam desportos de Aventura. Nós os sagitários, colocamos sonhos e ideais no estandarte e fazemos apostas com o destino. Colocando um sorriso trocista se vitória e a mochila às costas se for a obrigação da derrota. E no fim do dia, não é isso que preferimos contar? Digo, se tivermos uma bebida, um amigo e 45 minutos, não é isso que preferimos contar? Toda gente sabe que sagitário que se preze vive com a vida na mochila, que viagens calmas resultam em histórias sem interesse. Mas uma Aventura. Uma pequena calamidade... disso vale a pena falar.

*post descaradamente inspirado num qualquer episodio da 5ª temporada de Greys Anatomy

domingo, 14 de junho de 2009

Um gato, um cão e outros seres humanos.

...quando perguntam o que podem fazer para impedir que vás morar para outro país e tu seca e prontamente respondes, Nada. Quando te pedem egoistamente para ficares e nem sorris. Porque sabes que ao contrário do que manda a lógica, o que querias ouvir era o que posso fazer para ir contigo. E aí sorririas com os lábios, os olhos, o coração e o Tico. Porque o Teco, esse prontamente diria: Tu estás sempre comigo, carraça só larga quando morre.

...quando és palerma e tens consciência disso.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Lisbon Story

No Ipod a melodia suave de Sigur Rós acompanha, a compasso, o inicio de marcha do Intercidades. Ainda em Lisboa, divido a atenção entre a janela e as ultimas páginas livres do Moleskine, enquanto deixo escorrer a tinta azul da eterna Parker, para o caderninho preto.


No horizonte (rendo-me) surgem as palmeiras do Siza sob um sol dourado delicioso e com uma luz perfeita. Sorrio. Perfeita, é exactamente a palavra para esta luz… para esta tarde. Não é exuberante, transcendente, sublime, brutal, outro sinónimo ou todos juntos. Não. Perfeita, porque a perfeição é simples, livre, sem expectativas, sem julgamentos, sem sombras.


Que lugar fantástico este que se pinta a dourado na minha janela. Cada lugar que guardamos na memória, tem uma cor, um cheiro e uma luz que os distingue dos outros, que os torna únicos. Há dias divagava com uma amiga sobre como há sítios assim e pessoas que acabam por se transformar em lugares favoritos.


Hoje encontrei alguém que me lembra um lugar que julgava único. Hoje encontrei alguém que me lembra Praga. Praga é única porque não tem uma cor, tem várias e é belíssima mesmo em tons de cinza-chuva. Praga não tem um cheiro, tem todos, cheira a cidade, a passado, a Europa, a leste, a presente, a sol, a infância, a lugar secreto, a abrigo, a palco, a futuro. Praga não tem um sabor, tem os melhores sabores de todo o mundo… daqueles que guardamos na memória, sentidos e saudade durante anos.


Praga fica em nós. Não se entranha porque, embora existam aqueles que a consideram desarrumada, inacabada ou produto em bruto, Praga é dos sítios mais delicados que conheço. Praga fica em nós sim, mas por osmose, num processo tão imperceptível quanto natural.


Mas Praga não é fácil e jamais será possível conhece-la por inteiro. Praga é por isso um desafio, exige que o passaporte apresente diversos carimbos para que a possamos viver, conhecer e desfrutar. Obriga-nos a fazer uma janelinha com os polegares e indicadores e analisar calmamente bocadinho a bocadinho, como se de um puzzle se tratasse. E Praga é precisamente isso, um puzzle feito de bocadinhos perfeitos e lindíssimos e outros estranhos e confusos. Unidas, as peças formam sentido num todo magnífico que tem ainda a magia de apresentar diferentes faces em diferentes ângulos a diferentes luzes ou mãos.


Praga não tem os marcos de Paris, a arquitectura de Barcelona, a bipolaridade de Budapeste, a cultura de Viena, a organização de Copenhaga, os sonhos de Londres e da sua Neverland onde seremos para sempre crianças ou o 24/7 Non Stop de Nova York. Praga não tem nada disto porque Praga não tem rótulo. Praga não tem nada disto porque Praga tem tudo isto, dependendo apenas da hora, da luz, do ângulo, da janelinha que naquele momento analisamos. Praga é dona de um brilho impar que nos aquece o corpo, faz cócegas na alma e deixa sorriso no rosto.


PS & Head fake: o título não engana, aos mais distraídos avisa-se que este texto não é sobre Praga, e sim Lisboa. Lisboa na língua da cidade dos snow globes, pintada com uma luz imensa e brilho contagiante. Lisboa ao som, cor e espírito (islandês) de Hoppipolla (em português Salta-Pocinhas).




PS2: O sorriso da linha 6 mantém-se, porque hoje fui a Lisboa e estive novamente em Praga, e que saudades que eu tinha. Até sempre.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Com um brilhozinho nos olhos

Conheço alguém cuja casa nunca visitei ou convidei para a minha. Alguém com quem nunca jantei fora, tomei café ou saí noite dentro. Alguém com quem ainda não me sentei a apanhar sol ou respirar tempo numa esplanada. Alguém que jamais assistiu ao complicado processo de me ver comer um qualquer gelado sem fazer asneiras e que nunca vi a entornar chávenas de café ou a fazer voar oregãos.
Conheço alguém que nunca abracei, que nunca me abraçou. Alguém que nunca me viu chorar e a quem nunca sequei as lágrimas. Alguém que apesar de merecer, nunca teve o meu colo, cafuné ou me ouviu segredar ao ouvido “vai correr bem. Tu ainda não sabes mas tudo vai terminar bem”. 
Conheço alguém que nunca vi. Conheço alguém que me diz que não me conhece, que não conheço. Sei que o seu olhar brilha, que tem vários sorrisos, todos sinceros e contagiantes. Sei os seus livros, poemas, filmes, bandas, séries, músicas e dias favoritos. Sei os seus amigos. E sinto os sorrisos que dedica a cada um. Todos diferentes, todos especiais. Sei quando faz troça, quando é sincera, quando é bluffer ou quando é apenas uma menina de olhos grandes à espera que reparem nela e no quanto tem para oferecer. Reconheço qualidades e acho piada aos defeitos. É alguém que tem a capacidade de me irritar, tirar do sério e fazer rir às lágrimas no minuto seguinte.Alguém que, como eu, fala com as mãos, com o sorriso, os olhos, o coração e por vezes com o tico e o teco.  Alguém que ama, que sofre, que sente. Cai e se levanta.  
Conheço alguém que nunca vi mas que gostava de partilhar uma esplanada, numa tarde com sol, sem horas e sem objectos que possam sair a voar mesa e espaço fora. Alguém com quem um dia espero partilhar uma sala dos professores, mesmo que isso implique o batismo de um qualquer ninckname. Alguém que me diz que não me conhece, que não conheço, mas que gosta de Vinicius. E vinicius sabe que Amigos não se fazem, reconhecem-se. 

Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa 
no mundo não há.
Sérgio Godinho

domingo, 24 de maio de 2009

Inteligência (e receio) de gato.

Sagitário e gato, ambos orgulhosos e teimosos por temperamento, curiosos, amantes da liberdade e exploradores por natureza. Um Sagitário digno desse título, preza muita coisa, gosta de outras tantas mas, são pouquíssimas aquelas sem as quais não vive. Um gato também. 
Alguém que tome conta de nós se necessário, dê mimo, cama comida e roupa lavada e ainda assim não se julgue dono ou nos tome for granted. Amizade e Independência. It’s all that takes. 

Mas se há coisa que até um gato sabe é que no campo aberto da amizade não há espaço para Orgulho. Um Touro não.