Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Confissões de fim de ano II: Aluna

Como a minha vida é cheia de ironias, absurdos e repetições, a pessoa que mais admiro é uma mulher, loira, magra. Fã de benetton, salsa e sempre com as botas (sua imagem de marca) mais fashion do mercado. Professora de Português e Inglês. Adorada pelos alunos.

Ela conheceu-me desde sempre. Viu-me durante anos, crescer, saltar e correr por baixo de mesas, sala de professores e corredores fora, brincando com filhos de outros professores. Eu, conheci-a quando tinha 9 anos, e ao entrar na sala no dia de apresentações me tratou imediatamente pelo diminutivo restrito à família. Sorriu e perguntou-me se me lembrava, se a conhecia. Eu sorri de volta e com alguma superioridade disse-lhe que devia ser a quinta pessoa que me perguntava aquilo naquele dia.

É indescritível como ela, que me deu aulas apenas nesse ano, me marcou enquanto professora, enquanto mulher, enquanto mãe, enquanto ser humano. Segui todo o básico e liceu sem lhe perdoar (injustamente, que já deixei de ser adolescente há uns anos) o facto de não ter dado continuidade à minha turma e ter seguido com os “nojentinhos” da turma C por mais um ano. Ela, sempre me abraçou e disse que não teve escolha. Porque nunca acreditei e nunca lhe deixei de lembrar a cada vez que falávamos… tirou cópia do processo para me mostrar que a minha memória me trai desde esse ano. Nesse ano de que falo, seguiu para a formação, na expectativa de poder manter uma turma à escolha. A minha. A nossa. Embora me custe admitir não creio que lhe seja alheio o facto de ter ponderado durante anos “ser professora de inglês quando fosse grande”.

No outro dia quando a encontrei, falamos sobre tudo isso, novamente. Ela sabe por alto, e jamais pela minha boca, que no ano em que nos “abandonou” eu me tornei completamente objecta ao inglês. Continuava a falar um inglês correcto e evoluidíssimo para a idade, mas usava-o para dizer à nova professora que não me chateasse o juízo e me deixasse estar no meu canto. Esta provavelmente e com razão achava que eu era completamente idiota e tratava-me nessa base. E quase virei, ou virei mesmo, por algum tempo aluna de 3 ou de 2.

Confissões de fim de ano I: visita do passado

Aqueles que conhecem a minha mãe, sabem que é impossível dizer-lhe não. Os que tentam dizer, não, cedo percebem que não vale a pena… acabarão a fazer o que ela pediu (ou será mandou?), seja contrariados ou sem dar sequer por ela.

E é por isso que os que a conhecem, sabem que 5 minutos depois de ter publicado o ultimo post já estava a ser posta na rua, a pontapé, com o rótulo de menina de recados na testa, checklist de 50 assuntos a resolver na carteira e meia dúzia de presentes na mala do carro para entregar. Tudo dela, claro. Inclusivie o carro...

E assim acabei (também) na véspera de natal a entregar dois presentes àquela que foi ,há mais de 15 anos, a minha primeira professora de inglês e DT.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Público.pt

Cara malta ou individuo/a do Publico.pt que anda por este blog,

Certamente que estará perdido!

Além de aqui não existir nada de interessante, este blog é um espaço com tantos temas e devaneios que chega a não ter tema nenhum! Pior, permita-me o auto-elogio de o informar que este blog fica aquém do 24 horas ou Correio da manhã! O que saberá certamente que não dizendo nada, quer dizer muito.

Em caso de por aqui andar perdido, clique ali no "X" no cimo da página e verá facilmente o seu problema resolvido. The X marks the spot! Em caso de, por algum motivo além da minha compreensão, se encontrar aqui de forma propositada, só lhe posso confessar o meu alivio pela ministra de educação já não ser a mesma. E por a Marg@rid@ Moreira, não fazer ideia que pertenço à DREN! Ups, acho que não devia ter dito isto!

Eh eh eh

Desafabo

Ontem quando saí da escola para o estacionamento em frente, um pai que tinha ido buscar o filho à Pré do lado ia sendo albarroado na passadeira. Ficou a bradar aos céus a imprudência do outro. O outro, que também era papá e conduzia o carro com o filho no banco da frente lá seguiu provavelmente a queixar-se de que o senhor e o filho de 2 anos iam demorar muito a atravessar para o tempo dele.

Hoje a ir para a escola, só me apeteceu parar o carro e ir partir a cara a um papá que conduzia a filha de 2 anos não só do lado de fora do passeio como com um pé na estrada (nacional!). Quando fiz a curva a miúda tentou tocar no carro com a mãozinha. Eu tentei desviar-me sem me despistar. O papá seguiu impávido e sereno... enquanto eu o fulminava pelo retrovisor e tirava o coração da boca.

Sem querer generalizar... mas usando a força da expressão, os novos papás deste país devem ter jogado consola a mais. Onde as personagens têm várias vidas antes do GAME OVER e as pessoas nas passadeiras, mesmo crianças de dois anos, dão pontos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A SUSTENTAVEL leveza do ser

Há lugares onde o ar é mais fresco. O sol mais quente. E o vento um toque carinhoso. Mas o que gosto mesmo são aqueles lugares onde a gravidade é menor. Onde andamos e nos sentimos mais leves. Onde os ombros se colocam, sem esforço, direitos do inicio ao fim do dia. Onde a cabeça não pesa e sustenta orgulhosamente um olhar vivo.

Há lugares assim, de gravidade zero (da mesma forma que os há de gravidade cem, bem sei). E há, pessoas que são lugares.

A visita a essa lista de lugares, dá-nos vida e, de novo, a sensação de conseguir, por momentos, voar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

The Space Between Us

Em cada clarão, vi-te. E em alguns vi-nos a nós. E isto durante todo os minutos das longas hora do temporal de ontem. Foi só quando um dos relâmpagos atingiu uma árvore do outro lado da estrada que fui obrigada a desenterrar a cabeça da almofada e a enfrentar a realidade de que não estavas ali.

Mas, não foi isso que me magoou, não foi isso que me fez ficar encharcada em suor, em febre, em frio. Foi o perceber que o meu inconsciente sabia mais que eu. Os flashes de imagens mostravam-te somente a ti e a memorias de nós, por muito perto que estivéssemos jamais nos tocávamos. O meu inconsciente sabia o que só nesta madrugada percebi... O nosso amor, por muito e tudo o que tenha sido, jamais foi nosso. Meu e teu. Meu. Teu. Esse amor foi sempre aquele... e daquele curto e mágico espaço entre o nosso olhar, o nosso rosto, o nosso corpo.

Agora diz-me, não podia ter percebido isto em qualquer outra madrugada que não a do sétimo aniversário daquela em que me apaixonei por ti?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Fazer castelos no ar e ir lá para dentro morar

Dar aulas. Voltar a praticar artes marciais. Não trabalhar à noite. Poder sair das aulas e ir fazer jogging para a praia a 500 metros. Não trabalhar ao fim de semana. Ter mais uma citação publicada numa revista ciêntifica. Voltar a ter gozo e vontade na carreira académica. Fazer novos amigos. Encontrar o carinho de ex alunos. Sair. E poder voltar a pensar em viajar.

Este post não permite comentários porque é feito de sorrisos. Coisas boas. Ser feliz. E, independentemente dos gostos, isso não se comenta... ou se sorri a ler ou não.

domingo, 6 de setembro de 2009

Qualidades. What makes you wanna dance?!

Honestidade, rectidão, humildade. Capacidade de trabalho, sofrimento e encaixe. Pontualidade, simpatia, apurado sentido de humor. Inteligência, perspicácia e aptidão inata para cozinha. Herdei, nas costelas do lado esquerdo, muitas das qualidades dos genes transmontanos, mas uma das melhores ficou, infelizmente, de fora.


É certo que nasci e cresci à beira-mar, mas seria de esperar que sendo eu apaixonada por todo e qualquer desporto, por ter uma capacidade e aptidão física bem acima da média, por ser professora de Educação física, por ser sagitário ou simplesmente por ser transmontana teria uma bela, harmoniosa e natural relação com a dança. Não tenho.


O gene da dança nos transmontanos é o mesmo que nos brasileiros ou africanos. Pode estar mais ou menos desenvolvido, mas 90% gozam dele. Os outros 10%, que se esqueceram do gene na barriga da mãe, são patinhos feios. Eu não tenho a certeza de estar nos últimos dez mas... à forte possibilidade de não constar dos primeiros noventa aliam-se todos os anos de prática de artes marciais que tornam incrivelmente difícil quebrar esta postura austera, estóica, hirta e correcto-direitinha-mete-nojo-à-gaja-de-educação-física-de-nariz-empinado.


Há no entanto coisas que me fazem perder a postura (e a vergonha vá). Musicas que ensinam e convencem o pé a bater sozinho, soltam a anca, o sorriso e ordenam ao corpo que siga de forma natural e inconsciente aquele ritmo. Danço lindamente ao som de Bob Sinclair, Gwen Stefani, Madcon, Fergie (com ou sem Black Eyed Peas), Usher, 50 cent e afins… Mas são poucas as músicas que, por vontade própria, me fazem levantar do sofá e arrastam para a pista. Contudo... Lambada, Let’s Twist Again, La Bamba, fazem ainda mais que isso, fazem com que eu arraste alguém comigo lá para o meio.


Os ex (os a sério e os outros) eram todos excelentes dançarinos, e se me deixa uma mágoa ainda maior não ter a costela da dança, também permite que hoje, seja capaz de dançar um tango de Gotan Project de forma aceitável e que tenha as melhores e mais divertidas memorias a dançar ao som de Pretty Woman e Great Balls Of Fire.


Nos ex está alguém que parava a pista para ser observado sempre que decidia dar espectáculo. Alguém que trouxe para a minha realidade a cena do Scent of a Woman. Onde, por minha vontade (e agora que escrevo alguma inveja) ele fez de Al Pacino, outra mulher de par, e eu de “rapazinho apaixonado sentado na cadeira a maravilhar a cena”. Esse ex, esse alguém, foi precisamente aquele com quem nunca dancei, o que mais amei, e o único com que sonhei dançar por todo oo resto da minha vida. Mas porque a questão é sobre o que me faz dançar, aqui fica o que me fez escrever este post. Paper Planes.



ps: Is it a bird? Noooooo! Is it a plane? Noooooooo! Is it the twister?
YEAAAAAAAHH!

sábado, 29 de agosto de 2009

Ser do Signo da Seta, da Mochila e dos sorrisos de criança

Os sagitários gostam de se gabar de não ter medo. Vivem em bicos de pés, ansiosos por partir. Ansiosos por explorar terras desconhecidas, por absorver novas experiencias. Mas a verdade é que, por trás do sorriso traquina, estão muitas vezes aterrorizados.

Talvez o assombro funcione como adrenalina, faça parte da atracção. Algumas pessoas vêem filmes de terror, outras praticam desportos de Aventura. Nós os sagitários, colocamos sonhos e ideais no estandarte e fazemos apostas com o destino. Colocando um sorriso trocista se vitória e a mochila às costas se for a obrigação da derrota. E no fim do dia, não é isso que preferimos contar? Digo, se tivermos uma bebida, um amigo e 45 minutos, não é isso que preferimos contar? Toda gente sabe que sagitário que se preze vive com a vida na mochila, que viagens calmas resultam em histórias sem interesse. Mas uma Aventura. Uma pequena calamidade... disso vale a pena falar.

*post descaradamente inspirado num qualquer episodio da 5ª temporada de Greys Anatomy

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sometimes, when the words make no sense...

é exatamente isto que dizem me o tico e o teco.




sexta-feira, 31 de julho de 2009

"Baby you are gonna miss that plane."

Apetecia-me pôr a mochila às costas e ir para NY.

domingo, 26 de julho de 2009

Agradecimentos: Quae sunt Caesaris Caesari.

As palavras ganham um novo sentido quando imortalizadas no papel, ganham uma nova vida cada vez que são lidas em voz. Estas que hoje aqui deixo, inquietam-me o pensamento e respiram a mágoa de saber que serão sempre insuficientes para dizer com elas o que sinto. Assim, ciente da limitação das palavras, gostaria de manifestar o meu sincero agradecimento a todos aqueles que me acompanharam, que directa ou indirectamente contribuíram para a concretização deste trabalho, para o findar deste ciclo:

Em particular a todos aqueles que me incentivaram a iniciar e continuar no processo de Doutoramento. Se não fossem vocês, teria dormido muito mais e melhor, poupado dinheiro suficiente para um BMW, gozado férias nas Caraíbas, gozado férias ou simplesmente apanhado sol suficiente para perder este tom de pele de branco-informático. Teria mergulhado vezes sem conta no mar e ido até NY. Arrisco dizer que teria sorrido muito mais e arrancado menos cabelos brancos, ou cabelos só. Por estes motivos, não posso deixar de vos agradecer, e deixar um último pedido, para a próxima incentivem-me a saltar da D. Luiz I. será um processo muito mais rápido e comparativamente, indolor.

[pois, é capaz de não ser bem esta versão a final, mas que devia ser, devia. A césar o que é de César]

quinta-feira, 4 de junho de 2009

É mais do que eu te sei dizer

Dóis-me todos os dias.

Te quero, te adoro
Vem perto de mim
Você me abraça no meio da rua
E me faz tão bem
Te quero, te amo
Preciso dizer
Que o ar que eu respiro, que o melhor da vida
Vem só de você.